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 Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.

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Lopesz
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Set 11, 2011 1:02 am

Olá... eu ja reparei que na fanfiction ja publicaste ate ao capitulo 36...falta por-los aqui acho não ? Bom trabalho...tou ansioso por ler o resto...

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Set 11, 2011 8:01 am

recentemente li o penultimo capitulo (vou agora começar o ultimo) e achei tao fofo... (atras eu sempre estive a avaliar os capitulos anteriores, nao os recentes)
ai que fofa a hanna (tia MOMO?! que abreviatura tao kawai q ela usa tinha mesmo de dizer isto) bem, continua assim q chegas longe!
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Set 11, 2011 7:09 pm

Lopesz escreveu:
Olá... eu ja reparei que na fanfiction ja publicaste ate ao capitulo 36...falta por-los aqui acho não ? Bom trabalho...tou ansioso por ler o resto...

Os que ela já publicou no Fanfiction, irá publicar aqui também, só que com um intervalo de tempo.
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Set 11, 2011 11:44 pm

mafafaaa escreveu:
Lopesz escreveu:
Olá... eu ja reparei que na fanfiction ja publicaste ate ao capitulo 36...falta por-los aqui acho não ? Bom trabalho...tou ansioso por ler o resto...

Os que ela já publicou no Fanfiction, irá publicar aqui também, só que com um intervalo de tempo.

Só para esclarecer toda a gente. No fanfiction está no capitulo 36, porque o prologo e as personagens contaram como capitulos, fazendo assim ficar a conta por 36. Na verdade neste momento em ambos os sites a fic está a par... Entendido pessoal?
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Set 15, 2011 8:55 pm

Carly escreveu:
AAAAAAAAAAA que surpresa!
nada de diferente no indice mas a misa continua a surpresender
isso mesmo, misa, a inspiração nao se limita a um indice
ainda vais escrever mais?

Muito mais ainda por escrever! Não se livram de mim assim tão facilmente! Twisted Evil

mafafaaa escreveu:
Olá!
Ontem era para te ter perguntado quando postavas. Ainda bem que isso já aconteceu ^^
Tens razão, pensamos que nas férias temos mais tempo e depois ainda estamos mais ocupadas do que no resto do ano -.-'

Adorei a conversa entre a Momoko e o Masaru *.*
Tenho pena de a Onpu aparecer poucas vezes (sabes como é, coisa de fangirl xD)... Ainda por cima, até a Emily tem o Masaru para formar couple :c

Bem, vamos lá ver o que vai acontecer no próximo capítulo com a Dó ^^

Até lá

A Nicole aparece mais neste capitulo!!! hi
Feliz? Wink

Lopesz escreveu:
Olá... eu ja reparei que na fanfiction ja publicaste ate ao capitulo 36...falta por-los aqui acho não ? Bom trabalho...tou ansioso por ler o resto...

Bgd! finalmente um capitulo novo né? Razz


Enfim pessoas bonitas! Finalmente ganhei vergonha na cara e resolvi postar o capitulo novo! Yupy!!!!
Sem mais demoras, capitulo 35º!!!

35º CAPITULO - Ajuda

POV Bibi Harukase

Suspirei enquanto esfregava a vitrina dos bolos. Detestava as manhãs de sábado, na loja.

- Para de te lamuriar e esfrega com mais força! – gritou MajoRika passando por mim – Se não estiver a brilhar as pessoas não vão comprar!

Deitei-lhe a língua de fora assim que ela virou costas. Odeio a MajoRika pela manhã!

A sineta da porta soou, fazendo todas levantarem a cabeça do que estavam a fazer e olharem para a pessoa que entrava.

- Doremi! – exclamei contente. Cada vez que ela estava frente a frente com a MajoRika conseguia sempre irrita-la o suficiente para ficar enfiada no quarto dela o dia inteiro e não nos chatear a nós.

Ela levantou a cabeça, acomodando melhor a Hanna e olhava curiosa para nós do seu lugar ao colo dela.

- Que estás aqui a fazer! – gritou MajoRika. A Doremi simplesmente ergueu uma sobrancelha antes de pousar a Hanna no chão e responder.

- Bom dia também para ti. – Depois avançou até à Momoko que estava na cozinha, seguindo a loirinha que saltitava enquanto contava à Momoko o arco-íris que tinha um unicórnio prateado, que tinha encontrado ontem à noite… Ou algo assim do género. Elas fecharam a porta atrás delas, fazendo a Sophie resmungar qualquer coisa, e a Emilie e a Nicole olharem curiosas para lá, após terem visto o olhar preocupado que a Momoko tinha dirigido á Doremi.

A MajoRika, claro, resmungou e foi para a sala dos fundos, amuar.

Acenei à Nicole, aproximando-me da porta da cozinha, tentando ouvir alguma coisa. A Nicole aproximou-se de mim, encostando também o ouvido à porta. Acenamos uma à outra, confirmando que ambas apenas ouvíamos a Hanna a tagarelar sobre qualquer coisa, naquela voz aguda.

- Não consigo perceber nada… - resmungou a Nicole, cruzando os braços. Acenei, antes de arregalar os olhos ao ver uma luz brilhante por baixo da porta.

Olhamos uma para a outra pensativas, antes de nos apercebermos de que a voz da Hanna tina ficando um pouco mais grave. Claro! A luz tinha sido o feitiço a restaurar-se. Encostei-me mais uma vez contra a porta tentando ouvir alguma coisa.

Desta vez foi a Nicole que vi a arregalar os olhos antes de me agarrar no braço e empurrar-me contra a parede do outro lado da porta. Nem cinco segundos depois, a porta abriu-se deixando passar uma Hanna de 17 anos, a correr na direcção das escadas para o primeiro andar.

- Não corras na loja! – gritou a Sophie irritada. Reviramos todas os olhos.

Eu e a Nicole voltamos a encostar-nos à porta tentando ouvir alguma coisa, conseguindo apenas apanhar palavras soltas.

- Melhor… tu… - era a voz da Momoko. Franzi o nariz encostando melhor o ouvido, para tentar ouvir melhor – Doremi!... demónios… ajuda!

Olhei para a Nicole, vendo que ela estava tão confusa como eu.

- Eu… ajuda… muitas… - ouvi na voz da minha irmã.

- Então… ajudar!

Estava confusa. Sobre o que raio estavam elas a falar. Ouvi passos nas escadas e desta vez fui eu que peguei no braço da Nicole antes de a empurrar contra a parede.

A Hanna passou mais uma vez por nós, com um quadro debaixo do braço, sorrindo loucamente, entrando na cozinha rapidamente.

Olhamos mais uma vez uma para a outra, curiosas com o que se estava a passar. Voltamos à nossa posição de escuta, tentando decifrar os sons que ouvíamos em palavras. A voz a Hanna era inconfundível, principalmente porque ela falava bastante alto. Mas, ainda assim não conseguíamos perceber muito do que se estava a passar.

- TUMM!

- MAMÃ!

- DOREMI!

Ao ouvir os gritos, entramos rapidamente na cozinha, vendo a minha irmã no chão com os olhos brancos.

- DOREMI! – gritei, ajoelhando-me perto dela – Doremi! Acorda!

- O que é que se passou? – ouvi a Nicole a perguntar à Momoko que estava aterrorizada. Atrás de nós ouvi os passos da Emilie e da Sophie a aproximarem-se. Ignorei tudo.

- Doremi…

POV Momoko Asuka


Assim que ouvi a sineta da loja, soube que era a Doremi. Tinha passado esta semana to0da preocupada com ela. O facto de o Masaru contar-me mais episódios em que ela se magoava, também não ajudou nada.

Uma coisa era a Rainha chamar-nos porque mais demónios tinham aparecido na sala do trono, outra completamente diferente era ver a Dó a lutar com eles. Era, numa palavra; Brutal.

- Momo! Momo! Tu tens de ver o unicórnio que encontramos na loja arco-íris! – sorri ao ouvir a Hanna chamar-me a atenção, deixando-a passar á minha frente para a cozinha. Olhei para a Doremi preocupada, ao ver uma nódoa-negra escondida por baixo da gola da t-shirt que usava.

- Então e que mais fizeram? – perguntei à Hanna, continuando a misturar o recheio dos cupcakes que estava a fazer. A Doremi acenou, agradecendo o facto de eu não falar sobre o que realmente queria, encostando-se à bancada.

- Fizemos muitos desenhos! – gritou ela entusiasmada – E o Tetsuya ensinou-me a jogar futebol! E o Masaru ensinou-me a jogar… como se chama… - perguntou-se a loirinha com a mão no queixo, antes de sorrir com a resposta – Alice is Dead!

Arregalei os olhos ao ouvir o nome do jogo.

- O quê? – como é que ele pode ter-lhe deixado jogar aquilo? Olhei para a Doremi que encolheu os ombros sorrindo.

- Acredita em mim, ele arrependeu-se. – olhei curiosa para ela perguntando-me exactamente como é que ele se tinha arrependido, antes de decidir que talvez não queria saber.

Subitamente a sala foi tomada por uma luz forte, de cor branca. Olhamos as duas para o lugar onde a Hanna estava, vendo como a forma de 8 anos dela, crescia e ganhava o corpo de 17 anos. A Doremi rapidamente estalou os dedos, vestindo-a com roupas que lhe serviam antes de a luz desaparecer.

- YUPPY! Estou de volta! – gritou mais uma vez a Hanna. Nós sorrimos perante a imagem que ela fazia aos saltinhos no mesmo lugar.

Olhei para a Doremi vendo-a passar a mão pelo pescoço aleijado, enquanto sorria levemente a algo que a Hanna dizia.

- Hanna. – chamei-lhe a atenção - Tu não tinhas uma coisa que querias mostrar à Doremi? – ela olhou para mim curiosamente – Um quadro? – completei, vendo a compreensão passar pelos olhos dela, antes de ela gritar e sair disparada da cozinha.

Virei-me imediatamente para a Doremi.

- É melhor tu teres uma boa explicação para esse pescoço! – ela franziu o nariz irritada antes de cruzar os braços.

- Doremi… - rosnei.

- Demónios, Momo. – respondeu ela cruzando os braços.

- DOREMI! Tu não podes enfrentar todos os demónios do mundo, sem ajuda!

- Eu não preciso de ajuda, Momoko.

- Obvio que não! – respondi sarcástica.

Ela revirou os olhos.

- Tu viste o que aconteceu, com as guardas da Rainha. Se esse é o tipo de ajuda que tenho, prefiro ir sozinha.

Tinha de concordar com ela nesse ponto. Mas isso não significava que ia deixar o assunto por aí.

- Então eu vou ajudar!

Ela olhou para mim com olhos assassinos.

- Nem penses. – ignorei-a voltando a mexer o recheio – Isto não é um jogo Momoko! Eu fui treinada para isto! Tu não!

- Então ajuda-nos a treinar.

- Não.

- Então vou ter que aprender sozinha, e que melhor incentivo para aprender que estar em batalha?

- Momoko… - rosnou ela pronta a atacar, antes de a Hanna voltar a entrar na cozinha.

- ENCONTREI!

Nós sorrimos forçadamente tentando esquecer a tensão da conversa para não aborrecer a Hanna.

- O que é que exactamente encontras-te, bebé?

Ela sorriu loucamente perante o apelido, antes de entregar a tela de pintura à Doremi. Eu estava há anos à espera daquilo. A Hanna tem imenso talento e a Doremi nunca realmente teve a oportunidade de ver.

Assim que a Doremi pôs os olhos nas figuras pintadas, petrificou em choque. E, no segundo seguinte estava no chão com os olhos brancos. A tela caída, esquecida, debaixo da mesa.

- MAMÃ!

- DOREMI!

Corremos imediatamente para o lado dela, ouvindo os passos apressados das outras.

- DOREMI! – gritou a Bibi ajoelhando-se ao nosso lado, pegando imediatamente na mão dela – Doremi! Acorda!

- O que é que se passou? – perguntou-me a Nicole. Respirei fundo, tentando controlar-me ao ver a pele da Doremi ficar cada vez mais branca.

- Não faço a menor ideia. – acabei por responder – Ela apenas… caiu!

A Nicole acenou, pegando-me no braço para me levantar. Deixei-a erguer-me.

- Alguma ideia do que havemos de fazer? – perguntou a Emilie atrás de nós…

A Bibi e a Hanna continuavam ajoelhadas ao pé dela, tentando acorda-la.

- Momoko! – exclamou a Nicole fazendo-me olhar para ela – Agora não é a altura para pânicos! O que é que fazemos?

Acenei, respirando fundo. Depois peguei no meu telemóvel, marcando um número.

- Masaru? – vi a Emilie ficar irritada e chocada ao ouvir quem eu estava a chamar – Precisamos de ajuda…
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Set 15, 2011 9:09 pm

É com alegria que vejo o capítulo novo Smile
Booooa Misa !!!
Olhos que não veêm é um sucesso nacional !!! Wink

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sex Set 16, 2011 9:46 pm

ai primeira a comentar misa lindo!!! quer dizer, nao posso dizer que o capitulo em si foi lindo e todos os que leram devem saber pq so nao percebi uma parte misa oq querias dizer naquela parte em q a doremi ficou com os olhos brancos e ninguem fez nada e depois voltou a ficar com os olhos brancos e ai ja todos ficaram aflitos?
nao sei se me faço entender mas acho q tu escreveste que a momoko viu que a doremi tava com os olhos brancos (e mais nada) e mais tarde ela continuou com os olhos brancos (e ai ja fizeram um filme....)
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sab Set 17, 2011 10:17 am

Olá! ^^

Fico sim feliz por a Nicole aparecer mais ahah Já sabes como é Razz
Isso da Dó ficar com os olhos brancos foi estranho... O que teria o desenho da Hana para isso acontecer? Surprised

Miki, quando só estava a Momoko na sala, não aconteceu grande coisa porque ela ficou em choque (certo, misa?).

Bem, vamos ver o que se passou no próximo capítulo *-*

Bye~
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sab Set 17, 2011 10:48 am

a ok mafafaaa (lol vou voltar a mudar o meu nickname para nao haver mais confusoes) sim tambem tou ansiosa pra ver o q acontece aposto em como a hanna desenhou algo tipo... os demonios que a do enfrentou XD desculpem la tou a encravar na imaginaçao ultimamente
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Out 09, 2011 5:03 pm

Oi pessoal!!
Desculpem não responder as reviews uma a uma neste post, mas agora isto começa a ficar um pouco confuso.
Enfim...
Eu já estou a dar aqui uns pequenos pormenores para o desenvolver da historia. Eu sei... Eu estou a desenvolver a história. Deve estar a ficar doente...

Para os vestidos do quadro aqui descritos neste capitulo, por favor vejam: http://www.polyvore.com/godness/collection?id=783188

Os outros vestidos, usem a imaginação!

Anyway...

36º CAPITULO - Gémeas

POV Masaru Yada

Respirei fundo pela quinquagésima vez.

- Ok… Mais uma vez… O que é que se passou?

Mais uma vez um conjunto de gritos começou ao mesmo tempo:

- ELA CAIU FOI O QUE ACONTECEU!

- ELA PASSOU-SE COM ALGUMA COISA!

- ELA ESTÁ A ESTRAGAR-ME O NEGÓCIO AO MANTER-ME FECHADA!

- ELA ESTÁ A CHAMAR À ATENÇÃO, CLARO! ESSA METIDIÇA IRRITANTE!

- ELA DESMAIOU! AGORA IMPORTAM-SE DE FAZER ALGUMA COISA?

Respirei fundo antes de assobiar. Elas calaram-se irritadas com o barulho agudo.

- Ok… Assim não vamos chegar a lado nenhum.

Olhei por cima do meu ombro, onde ajoelhado ao pé da Doremi o Kotake contava as pulsações da ruiva. Aproximei-me deixando as raparigas a discutir.

- Então?

- Não sei. – acabou ele por dizer – Ela apenas não reage. Parece… - de súbito a sua expressão ganhou uma sombra irritada.

- O que foi?

Ele levantou-se irritado, aproximando-se do pessoal gritante antes de pegar numa daquelas tigelas de metal que elas utilizavam e deixa-la cair no chão fazendo um estrondo. Imediatamente as outras 7 pessoas calaram-se olhando espantadas para o rapaz.

- Agora que tenho a vossa atenção… - comentou sarcástico, o que me faz pensar que está a passar demasiado tempo com a Dó – Momoko. Quero saber o que se passou. Pormenores.

A loira acenou antes de começar algo atrapalhada:

- Estávamos a conversar sobre os ataques. Eu estava irritada com o facto de mais uma vez ela estar a lutar sem nos chamar… - nesse momento as outras pareceram preocupadas com esta perspectiva. Revirei os olhos à hipocrisia - Estávamos a gritar um pouco quando ouvimos os passos da Hanna por isso imediatamente calámos-mos assim que a Hanna entrou na cozinha. Depois ela mostrou um quadro que tinha feito à Doremi e ela… Caiu.

- Vocês não eram capazes de mencionar esse quadro antes? – perguntei irritado.

- Onde está? – interrompeu o Kotake, antes que eu pudesse começar um ataque de fúria.

Foi a Nicole que por fim respondeu, depois de olhar em volta:

- Acho que é aquele ali por baixa da mesa.

O Kotake assentiu baixando-se para apanhar o objecto.

Aproximei-me vendo o que raio estava pintando naquela coisa maldita.

De uma maneira muito realista, estavam representadas 7 figuras, numa sala muito luxuosa, em tons de branco e dourado, em frente a uma janela enorme de cristal, deixando entrever o anoitecer, com o sol a descer no horizonte.

As figuras eram diferentes entre si: Uma era a mais alta, com um longo cabelo preto como um fio de tinta a descer-lhe pelas costas, tinha um vestido comprido azul mar de um só ombro, e uma única pulseira de material azul meio transparente. Tinha também os mais fantásticos olhos azuis. Parecia estar a olhar directamente para o pintor como se o a desafiar a pinta-la da maneira errada, enquanto ouvia o resto da conversa entre o grupo; Outra era alta (embora não tanto como a primeira) e com um cabelo loiro quase branco comprido e olhos cinza. Era pálida, quase transparente, vestida com um vestido simples, pelos pés de um azul gelado de alças, e parecia estar a falar enquanto acenava com as mãos fazendo salientar o anel de safira que usava na mão esquerda. Fazia de certa forma lembrar uma ninfa; A pessoa com quem ela estava a falar era a mais delicada, com um cabelo castanho mel, delicadamente encaracolado e olhos cinza-claros, parecendo quase não possuir pupilas. Estava um pouco queimada, como se beijada pelo sol. O vestido branco preso pelo pescoço destacava-se contra os ombros queimados, que pareciam sacudir-se com a gargalhada que tentava escapar dos seus lábios, perante o que a loira lhe dizia, fazendo os brincos de cristal brilharem na luz; Uma outra loira, de cabelo mais escuro, quase castanho, e olhos verdes, sorria loucamente agarrada ao braço de outra figura. O vestido cai-cai verde musgo combinava com as flores que lhe prendiam o cabelo no cimo da cabeça, deixando atrever um pescoço de cisne, enfeitado com uns brincos compridos de uma pedra verde. Fazia, na verdade lembrar alguém…; A pessoa a quem ela estava agarrada era uma morena de cabelo preto encaracolado rebelde e olhos verdes. Usava um vestido amarelo, com pequenos pormenores prateados que combinavam com os brincos que usava. Ela parecia ter sido congelada em processo de revirar os olhos à pessoa que estava à sua esquerda, embora um sorriso mínimo pudesse ser visto nos seus lábios; A penúltima pessoa era talvez a que chamava mais a atenção. Era a que tinha a figura mais perfeitamente esculpida, com mais curvas que as outras. O cabelo vermelho sangue e os olhos pretos contrastavam com a pele pálida, quase neve. Usava um vestido drapeado vermelho, com um decote desenhado para mostrar o suficiente para se tornar um sonho e uns brincos vermelhos rubi que faziam truques de luz contra o cabelo mais escuro. No momento da pintura estava a acenar à loira que lhe revirava os olhos enquanto puxava pela mão a ultima pessoa no quadro; Por fim a ultima pessoa, era claramente também a mais nova. Mais baixa que todas as outras esta figura usava um vestido comprido rosa pálido acentuando a cintura fina. Usava a mão que tinha livre para meter uma madeixa de cabelo castanho-escuro rebelde, que estava preso numa trança, atrás da orelha. Estava claramente envergonhada com os olhos castanhos a brilharem de vergonha e a bochechas delicadamente rosadas. Usava também uma pequena pedra rosa ao pescoço.

Eram todas belas e algo imortais…

- Giro. – comentei.

- Quem é que pintou isto? – perguntou o Kotake com o corpo rígido e uma voz monótona.

- A Hanna. – respondeu a Nicole, como se devesse ser óbvio.

- Ah.. Ok… - ele respirou fundo, pousando o quadro no chão antes de se aproximar da Hanna – POR QUE RAIO… - ao ver a cara da Hanna, respira fundo antes de voltar a falar com uma voz mais controlada – Por que raio não disseste a ninguém que eras uma "Pintora"?



POV Narrador (em outro lugar)

- Porra, Porra, Porra, Porra, Porra, Porra!

Ela andava de um lado para o outro a murmurar aquilo à já uns 15 minutos. Quando deu mais uma volta o seu corpo brilhou e quando estava a voltar, 2 Doremis andavam lado a lado.

Eram iguais como se feitas do mesmo modo, mas ai terminavam as semelhanças. Embora ambas partilhassem o mesmo cabelo comprido ruivo e os mesmos olhos rosas e pele clara, as suas personalidades eram diferentes.

Uma usava um vestido comprido branco, deixando entrever a ponta das sandálias de tiras brancas, rasas. O vestido era solto, apenas com uma leve drapeado a abraçar o busto e umas alças largas a envolver os ombros, caindo depois levemente até aos pés. Tinha o cabelo solto, com uns leves caracóis nas pontas e afastado do rosto com uma diadema em tecido branco. As feições, embora iguais às da sua gémea, eram delicadas com os lábios perfeitamente rosados e olhos tristes. Andava de um lado para o outro, calada, mordendo por vezes o lábio, enquanto se abraçava a si mesma.

A outra era o exacto oposto. Usava um vestido, preto, curto (terminando uns 4 dedos abaixo do traseiro) que abraçava as suas formas. De alças finas simplesmente para não cair, tinha um decote que ia até ao umbigo, com apenas uma tira de tecido fino a unir, as duas tiras de tecido que caiam dos ombros, pelo peito. No vale dos seios era possível ver as linhas da tatuagem que ali se situava, embora não se conseguisse entender o desenho com o movimento constante que fazia a andar de um lado para o outro. Usava umas sandálias de tiras de cabedal pretas que a faziam elevar-se uns 5 cm acima da sua gémea. O cabelo estava totalmente encaracolado, embora não rebelde e o rosto mostrava mais irritação que tristeza, com os lábios vermelhos e os olhos delineados a preto. Tal como a sua gémea, andava de um lado para o outro, embora murmura-se palavrão, atrás de palavrão enquanto gesticulava irritada com os braços.

Por fim a que estava vestida de branco, parou, sentando-se no pedregulho largo que estava à beira do lago de água cristalina.

Era verdadeiramente um lugar edílico. Com prados verdejantes e árvores com folhas douradas e laranjas. E, embora estivessem ali à algum tempo o sol ainda se mantinha na mesma posição, de descer do céu que tinha aquela luz alaranjada do entardecer.

- Isto não era suposto acontecer! – gritou por fim a Doremi vestida de preto. A outra acenou desviando o olhar para o lago – A Hanna não era suposto ser uma Pintora!

Ao fim daquele grito a árvore mais próxima começou a arder numa explosão de vermelho e laranja. Sem nunca olhar para aquela direcção e Doremi de branco acenou com uma mão fazendo o fogo diminuir e extinguir-se.

Depois de por a arder mais dois arbustos a Doremi vestida de preto deixou-se cair ao lado da sua gémea, que calmamente apagava os fogos. Encostando a cabeça ao ombro da sua igual murmurou:

- O que vamos fazer agora?

Uma voz calma e melodiosa interrompeu a divagação das gémeas:

- Podem talvez aproveitar para aprender.






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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Out 09, 2011 9:30 pm

Olá! ^^

Ok,... fiquei totalmente confusa neste capítulo. o.O O que é uma "Pintora"? Porque há duas Doremis?
E fui a primeira a comentar desta vez xD Já à algum tempo que isso não acontecia Razz

De qualquer forma, não tenho nada de novo a dizer-te rs Continuas a escrever lindamente e adorei o pormenor dos vestidos Razz Gosto quando de vez em quando os autores das fanfics juntam algumas imagens ou músicas (como tu já fizeste uma vez também) Wink

Bye~
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Out 16, 2011 3:15 pm

Ok eu li esta Fic TODA ontem e simplesmente AMEI.
eu sei ke ja a tinhas começado a postar no inicio do ano mas ontem estava aborrecida e vim ler a tua fic ^^ E Adorei a história e mal posso esperar para ler mais!

Até este preciso momento estou a "Odiar" a sofia e a emily, A sofia podia deixar se ser uma completa idiota e a Emily deixar de ser uma ciumenta! se ela nao faz nada pelo Masaru é claro que assim tbem nao vao a lado nenhum!! ~,~
A Nicole vê-se bem que está mais pro lado da Doremi :3 e a Momoko e a Bibi sao simplesmente bestiais XD

Já agr quando é há beijinho entre o Tetsuya e a Doremi? é que eles fazem simplesmente um par mesmo fofinho *.*

Enfim... Adoro a tua Fic , desculpa por so a ler agr ^^' Escreves muito bem e espero ler muitas outras fics tuas! :p
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Out 16, 2011 5:41 pm

Shiny, há uma boa explicação para gostares da Momoko, é porque ela é a melhor XD estou a brincar
Bem, eu ainda não tive tempo de ler o novo capitulo desculpa la misa vou ler noutra altura quando tiver mais tempo
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Out 24, 2011 2:19 pm

Em primeiro lugar: Lopesz põe a tua barrina em spoiler, pois a tua sign está grande de mais.

Agora ao que interessa. xD
Super atrasada...não sabia que já havia tanto capítulo Razz

E amorei^^

Percebi tudo...excepto este-.-'
Mais confuso que sei lá o que xD

Seria a Doremi a sonhar com o seu lado rebelde e o seu lado de anjo?

Foi o que me pareceu primeiro...
Bom Smile

Tens uma imaginação fantástica Very Happy

ADOREI TODOS ELES !

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Nov 10, 2011 12:00 am

mafafaaa escreveu:
Olá! ^^

Ok,... fiquei totalmente confusa neste capítulo. o.O O que é uma "Pintora"? Porque há duas Doremis?
E fui a primeira a comentar desta vez xD Já à algum tempo que isso não acontecia Razz

De qualquer forma, não tenho nada de novo a dizer-te rs Continuas a escrever lindamente e adorei o pormenor dos vestidos Razz Gosto quando de vez em quando os autores das fanfics juntam algumas imagens ou músicas (como tu já fizeste uma vez também) Wink

Bye~

Tudo explicando neste capitulo! Acho que vou por uma musiquinha para este capitulo, já que gostas tanto!


Shiny escreveu:
Ok eu li esta Fic TODA ontem e simplesmente AMEI.
eu sei ke ja a tinhas começado a postar no inicio do ano mas ontem estava aborrecida e vim ler a tua fic ^^ E Adorei a história e mal posso esperar para ler mais!

Até este preciso momento estou a "Odiar" a sofia e a emily, A sofia podia deixar se ser uma completa idiota e a Emily deixar de ser uma ciumenta! se ela nao faz nada pelo Masaru é claro que assim tbem nao vao a lado nenhum!! ~,~
A Nicole vê-se bem que está mais pro lado da Doremi :3 e a Momoko e a Bibi sao simplesmente bestiais XD

Já agr quando é há beijinho entre o Tetsuya e a Doremi? é que eles fazem simplesmente um par mesmo fofinho *.*

Enfim... Adoro a tua Fic , desculpa por so a ler agr ^^' Escreves muito bem e espero ler muitas outras fics tuas! :p

happy2 A sério que Amas? Fico sempre surpreendida quando as pessoa de facto gostam disto!
Porque é que toda a gente pede o "Beijo"? Vai acontecer pessoal! Tenham paciência! Eu já expliquei que ela tem alguns problemas!
Quanto a mais fics, não sei, mas está ainda vai continuar!Very Happy



I_Moreira escreveu:
Em primeiro lugar: Lopesz põe a tua barrina em spoiler, pois a tua sign está grande de mais.

Agora ao que interessa. xD
Super atrasada...não sabia que já havia tanto capítulo

E amorei^^

Percebi tudo...excepto este-.-'
Mais confuso que sei lá o que xD

Seria a Doremi a sonhar com o seu lado rebelde e o seu lado de anjo?

Foi o que me pareceu primeiro...
Bom

Tens uma imaginação fantástica

ADOREI TODOS ELES !

Foste a primeira a adivinhar que ela está a "sonhar", embora não seja mesmo sonhar. Acho que este capitulo explica algumas coisas!
E também estás quente o a parte do rebelde vs anjo!
Bon chance!


Já agora meninas uma pequena informação para este capitulo:

Tanllyd - fogosa
fflam - chama
Tân - Fogo

BACI!

36º CAPITULO - Tannlyd



POV Tetsuya Kotake

Ouvia as vozes atrás de mim a gritarem furiosas com o Yada. Respirei fundo antes de ajeitar melhor o corpo que levava ao colo. Doremi…

A face dela encostou-se mais contra o meu ombro, enquanto ajeitava o braço com que lhe segurava as costas. As mãos estavam caídas e as pernas, dobradas sobre o meu outro braço, balouçavam com cada passo que dava, pelas escadas abaixo.

- TU NÃO A PODES LEVAR DAQUI! – gritou umas das vozes, sobre as outras.

- VÊ SÓ COMO NÃO PODEMOS! – gritou o Yada por sua vez.

Ignorei tudo, tentando ouvir a respiração lenta da Doremi. Atrás de mim, os gritos continuavam, mas continuei a ignorar enquanto andava rapidamente, apesar do peso extra. Tínhamos de sair dali. Tinha de a tirar dali!

- A mini-cabeça-de-fogo deu-me as chaves de casa.

Acenei tomando o caminho para a casa Harukase. Era melhor que ela estivesse em casa quando acordar-se.

- Como conseguiste livrar-te delas?

O Yada deixou escapar um trejeito sarcástico, antes de responder.

- Simplesmente fechei-lhes a porta na cara. – acenei conseguindo vê-lo perfeitamente a fazer tal coisa – Então vais informar-me o que é isso da "Pintora?".

- Sim… Mas não aqui.

E dei mais um passo. Sentindo as mãos dela balouçarem com cada movimento. Só mais um passo…

POV Doremi Harukase (em outro lugar)

-O que é que tu queres dizer com aprender? – questionou a Doremi que se vestia de branco.

A mulher que tinha falado, suspirou saindo calmamente do lago. Era bela. Com cabelo ruivo comprido e olhos negros. A pele pálida de marfim, parecendo brilhar contra o vestido vermelho que lhe abraçava as curvas insinuantes. A água automaticamente evaporava-se assim que tomava contacto com o ar e assim que o seu pé, numa sandália de salto prata, poisou na terra firme que rodeava o lago, ela estava perfeitamente seca, parecendo nunca ter estando antes no lago.

- Tu sabes o que eu quero dizer minha querida, tanllyd.

- Não me chames isso! – gritou a Doremi vestida de negro.

A mulher acenou com uma mão fazendo aparecer um trono feito de labaredas rubis e laranjas perto das gémeas. Sentando-se e arqueando uma sobrancelha bem-feita, enquanto cruzava as pernas, fazendo abrir a racha e mostrar uma perna bem torneada, parecia uma Rainha dos céus, prestes a dar uma lição de bons modos.

- O mundo decaiu assim tanto que já nem reconheces o teu próprio nome, tanllyd?

- Não nos chames isso! – gritaram as duas ao mesmo tempo. A que estava vestida de negro, furiosa e a de branco, pálida e a tremer.

A sobrancelha continuava arqueada.

- É o teu nome minha querida tanllyd. O teu direito de nascença.

- Depois de tudo o que esse direito me trouxe, os céus podem-no mandar para o inferno, por aquilo que me importa. – resmungou a Doremi de negro.

O rosto da rainha pareceu tornar-se mais doce, e os seus olhos escureceram de preocupação.

- Achas que eu não sei aquilo por que passas-te? Todo o sofrimento que toleraste?

A Doremi de branco encolheu-se, abraçando-se a si mesma. A Doremi de negro levantou-se começando a andar de um lado para o outro como animal enjaulado.

- O que é que tu queres de nós? – gritou por fim.

- Quero que tu aprendas minha tanllyd. Quero que tu aceites e a sobreviver.

POV Testsuya Kotake

Deitei-a com cuidado na cama, ajeitando em seguida a almofada. Com um gesto a Dódó, transfigurou as roupas que a Doremi usava, para o pijama de calções curto negros e T-shirt das Tartarugas-Ninja, que eu e o Yada tínhamos-lhe dado no Natal como piada.

Ela continuava, completamente inconsciente. Parecia uma boneca de trapos, sem vontade própria nos seus gestos. Puxei o cobertor que ela tinha no fundo da cama, por cima do corpo dela, vendo-a respirar um pouco mais rapidamente e pesadamente, pelos lábios rosados.

Pus a minha mão na testa dela, antes de me levantar para ir buscar uma tina de água fria e uma toalha pequena de rosto. Ela estava a arder.

Quanto o Yada conseguiu escapar-se da Srª Harukase e entrou no quarto, eu estava a pôr-lhe a toalha fria na testa enquanto franzia os olhos ao vê-la tremer.

- Febre? – perguntou o Yada, sentando-se na cadeira de secretária da ruiva.

Acenei, irritado.

- Se ela não acordar depressa, vai cada vez piorar mais… - resmunguei antes de voltar a mudar a toalha antes de me sentar na outra cadeira.

- Então? – perguntou o Yada cruzando os braços – O que é uma "pintora" e como é que isso a pôs assim?

Suspirei.

- É complicado… - agarrei o cabelo, puxando-o levemente, ao lembrar-me do que ela me tinha dito…

FLASHBACK

Acordei-a outra a vez, vendo-a piscar os olhos chateada.

- Desculpa. – murmurei – Mas tu já sabes que com traumatismos não te posso deixar dormir…

Ela bocejou acenando levemente com a cabeça, antes de se esticar toda, feita gato.

- Desculpa. – murmurou ela. Ao ver o meu olhar questionador – Eu é que não te estou a deixar dormir com isto tudo…

Fiz-lhe um sinal para não ficar preocupada, antes de franzir os olhos para a gaze branca que lhe tapava uma das feridas mais profundas.

Hoje tinha sido o pior que a tinha visto. O traumatismo, dois cortes feios, um golpe profundo de punhal e um tornozelo deslocado que, infelizmente, tive de assistir a ela a pô-lo no lugar sozinha depois de resmungar que eu não sabia como o fazer. Mas o pior? O pior era as cicatrizes…

Ela estava tão exausta que já não tinha magia suficiente no seu corpo para este manter as poções que disfarçavam as cicatrizes. Para todos os efeitos estas eram permanentes porque eram alimentadas pela magia, mas por vezes se o centro mágico ficasse muito baixo podia interferir com as poções.

- Ei! Nada dessa cara Tetsuya. – murmurou ela encostando-se melhor à almofada. – A maior parte delas têm anos… Não te preocupes com elas!

- Como se isso fosse acontecer. – resmunguei antes de passar um dedo sobre uma cicatriz comprida, nas suas costas, acima da cintura. – Do que é que é esta? – perguntei sem saber ao certo se queria saber.

Ela encolheu os ombros levemente.

- Um acidente com uma pintora, acho…

Arqueie uma sobrancelha.

- Uma pintora? O que é que aconteceu? Acusaste-a de pintar mal e ela apunhalou-te com um pincel?

Ela riu levemente.

- Não! Mas não teria sido interessante?

E riu-se um pouco mais. Eu encostei-me contra a cabeceira da cama, cruzando os braços.

- Dó…

Ela suspirou antes de por fim responder.

- Digamos que eu e Pintores não nós damos muito bem… - ao ver o meu olhar ela revirou os olhos e decidiu por fim dar a resposta completa – Um pintor… para todos os efeitos eles pintam a verdade.

- Como assim? – perguntei. Pelo que ela nos dizia, graças a ela, eu e o Yada sabíamos mais que as bruxas todas daquele reino idiota, mas ainda assim não sabíamos nada, quando comparados com ela. E, além disso isto ainda é muito novo… e confuso. Principalmente confuso.

- Ser um Pintor é um dom. Tal como o meu. – disse apontando para a cabeça. – Eles pintam sempre a verdade, embora possam não o saber, porque eles não controlam o que pintam. Tanto pintam o passado, como o futuro e, não tem nenhum controlo sobre isso, pois tanto pode ser o passado de à 5 minutos atrás como o passado de 5 vidas passadas atrás.

Acenei conseguindo seguir até agora.

- Então qual foi o problema?

- Digamos que… - ela suspirou – O dom deles não se dá bem com o meu.

- E isso quer dizer o quê?

- O meu dom não é só passear pelos sonhos dos outros… Uma Caminhante Dos Sonhos pode também ver o passado e, embora mais dificilmente, o futuro. Quando um pintor pinta um algo, nós somos rapidamente levadas para o Mundo dos Sonhos para tentar decifrar o que quer dizer e, com isso quer dizer, que somos rapidamente apanhadas, porque essa reacção faz-nos… bem, acho que o mais correcto é… dormir. Imediatamente.

- A qualquer altura?

- Sim.

- Isso não parece muito mau…

- E não é. – respondeu ela encolhendo o rosto – Mas às vezes se não quisermos ver esta verdade, pode dificultar as coisas, porque leva a nossa magia a esforçar-se para nos tirar dali. – disse apontando mais uma vez para a cabeça.

- Então de onde veio a cicatriz?

Ela fez uma careta, antes de responder:

- Se fores cair inconsciente, certificante que não à nada cortante e pontiagudo atrás de ti.

Ri-mos um pouco antes de voltarmos a enroscar-nos na manta e adormercer-mos.


Abanei a cabeça antes de responder ao Yada:

- Bem, um pintor é…

POV Doremi Harukase (no mundo dos Sonhos)

- Sobreviver? – resmungou a Doremi de negro – Já viste um pouco tarde para a lição!

A Doremi de branco encolheu-se um pouco mais, como se tentasse desaparecer. A mulher observou-as com a mesma expressão preocupada de antes.

- Minha tanllyd… Tu não podes fugir de quem és… Eu sei que doí, mas não podes faze-lo.

- E o que é que tu sabes? Tu não sabes NADA! NADA! TU NÃO ÉS COMO NÓS! – gritou a Doremi de negro, avançado rapidamente até ficar frente à mulher.

- Eu sou tu tanllyd!

- Não – murmurou a Doremi de branco com uma voz baixa – Tu eras nós. Tu és uma vida passada. Tu não és como nós.

- Mas eu posso ajudar tanllyd. É só vocês aceitarem essa ajuda.

- TAL COMO AJUDAS-TE QUANDO FOMOS ATACADAS? TAL COMO AJUDAS-TE QUANDO NÓS NÃO PERCEBIAMOS O QUE ESTAVA A ACONTECER? TAL COMO AJUDAS-TE QUANDO PERCEBEMOS? TU NÃO NÓS PODES AJUDAR!

- PORQUE TU NÃO DEIXAS! – gritou por fim a mulher, fazendo o cabelo voar à volta do rosto.

- Não há ajuda possível para isto! – exclamou a Doremi de branco, sussurrando a frase ao vento que se tinha instalado com a fúria das outras duas.

A sua gémea acenou, concordando antes de se sentar contra uma árvore, do lado oposto do trono.

- Não há ajuda possível, quando o objecto que precisa de ajuda é um mostro. – murmurou amargamente.

- Tu não és um mostro tanllyd. Tu és o oposto!

A mulher subitamente parecia muito mais velha do que era. Sentando-se calmamente no trono conjurado, observou as raparigas em tudo tão iguais.

- Tu és equilíbrio tanllyd. Tu guardas em ti o mundo e a verdade.

- Nós estamos constantemente em luta Tân! Nós somos o contrário de equilíbrio.

- O que é que há de verdade em ser um demónio? – perguntou a Doremi de negro com um ar grave.

- Tu és um híbrido, tanllyd. Tu és as perfeição que o mundo almeja.

- De algum modo, suspeito que mundo não almeja ser metade demónio.

- E metade anjo, minha querida tanllyd. Nunca te esqueças de isso. Tu és o perfeito equilíbrio entre o bem e o mal, minha pequena fflam.

As duas Doremis levantaram-se postando-se lado a lado.

- O mundo está a deixar o mal ganhar, Tân.

E com um halo de luz cinzenta as duas desapareceram, deixando a mulher a murmurar consigo mesmo:

- Lamento tanllyd

POV Tetsuya Kotake

- Mrmmhr…

Viramos-mos os dois rapidamente ao ouvi-la resmungar. Levantei-me verificando rapidamente o pulso da ruiva. A pele começava a parecer um pouco menos corada e a febre parecia não estar a subir mais.

- Dó… - murmurei, limpando o suor da testa dela com a toalha – Fala comigo pequena.

Os olhos dela entreabriram deixando antever as orbes rosadas.

- Tetsuya… - murmurou ela, fechando os olhos novamente, enroscando o corpo como uma gata para tentar manter o calor.

- Pronto pequena… Dorme… - murmurei mudando mais uma vez a toalha – Está tudo bem, pequena.
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Nov 10, 2011 4:34 pm

Afinal acertei^^
Fiquei muito contente Very Happy

Mais um capítulo lindo!

Gosto tanto da tua forma de escrita ^^

Um pouco confuso, mas lindo Very Happy

Fico à espera de mais^^

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Nov 10, 2011 5:15 pm

Bgd!
Eu sei que esta um pouco confuso mas assim é mais divertido certo?
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sex Nov 11, 2011 11:47 am

Doremi & Tetsuya forever !!! xD

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A MINHA ANIMELIST ESTÁ FINALMENTE ATUALIZADA AQUI!!!




Spoiler:
 



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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Ter Nov 15, 2011 2:59 am

Wooowww!!! Com tantas pessoas a gostar disto, qualquer dia tenho de começar o clube de fãs Tetsuya-Doremi de OQNV... tongue
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Fev 16, 2012 4:59 pm

OK... Eu sei que não tenho desculpas para o atraso... mas aqui está o capitulo novo:

CAPITULO 38º - Preoucupação

POV Tetsuya Kotake
Observei pelo canto do olho como a Doremi cabeceava a cada quatro palavras que a Miss Miu dizia.
Ela podia negar o quanto quisesse mas ou ela ainda não tinha recuperado da cena do café ou ela andava a ter mais pesadelos do que aqueles que contava. Esperava sinceramente que a questão neste momento revolve-se na linha da segunda ideia, porque o incidente do quadro já foi há uma semana…
Ouvi um grunhido atrás de mim quando ela falhou mais uma vez a tarefa de ficar acordada. Semicerrei os olhos preocupado. Olhei de relance vendo-a lutar para manter os olhos abertos semicerrando-os e piscando-os a cada 2 segundos.
O tic-tac do relógio por cima da secretária da professora chamou-me a atenção. Só mais 5 minutos para o final das aulas e depois a hora de almoço, começava. O que significava que podia tirá-la daqui e obriga-la a tirar uma sesta. Era o melhor a fazer.
Depois de ela ter acordado brevemente após o acidente do quadro a febre estabilizou um pouco e podemos relaxar mais, mas após a febre ter desaparecido de vez e ela ter acordado finalmente consciente dos seus arredores… A preocupação voltou. Ela começou a ter medo de dormir. As únicas vezes que a conseguíamos convencer, era quando ela tinha a certeza que conseguia entrar no sonho de outros e que nunca aterrava no seu próprio. O que quer que ela tenha visto enquanto sonhava sobre o efeito do quadro, assustou-a. E, isso era em sim era preocupante, vindo de uma rapariga que era torturada 24/7 durante os últimos anos.
O toque de saída finalmente soou e no segundo seguinte, já estava de pé, de frente à Doremi. Esta piscou os olhos como em transe antes de finalmente se levantar. Rapidamente peguei no cotovelo dela, guiando-a porta fora.
- Eu consigo andar sozinha… - resmungou ela num sussurro.
- Não duvido. – disse – Apenas duvido que o consigas fazer quando estás a dormir.
Ela pisco os olhos novamente tentando afastar o sono com uma careta. Ela não queria dormir.
- Vá lá pequena… - sussurrei ao ouvido dela, acrescentando o seu apelido – Uma pequena sesta.
Ela assentiu com a cabeça, deixando-me guiá-la fora da sala.
Acenei ao Yada antes de sairmos, deixando-o saber onde íamos. Ele assentiu com um ar de alívio.
- Vamos pequena… Eu fico contigo.

POV Masaru Yada
- Masaru…
Olhei na direcção da pessoa que me chamava, vendo os olhos verdes da Momoko.
- Sim?
Ela tomou isso como um convite para se sentar na cadeira da carteira da Suki, que se sentava ao meu lado.
- O que é que se passa? E não me venhas com histórias! A Bibi disse-me que a Doremi passou as noites fora de casa e, eu consigo ver que ela não tem dormido. O que é que se passa?
- Eu não sei se consigo. – resmunguei.
- Não me venhas com essas Masaru Yada! Eu quero uma explicação e quero uma explicação já!
- Asuka! A questão não é essa!
- Então qual é?
Virei-me rapidamente na cadeira, assustado com a nova voz, vendo os olhos castanhos da Emilie. Ela por sua vez sentou-se na carteira da Suki.
- Emilie, isto é uma conversa privada! Baza! – rosnou a Momoko ao novo acrescento à conversa.
- Ouçam, – começou a morena – Eu sei que eu tenho sido difícil com esta situação em particular mas, Eu estou preocupada, ok?
- Uau! – resmungou a Momoko com sarcasmo a pingar de cada silaba – E só demorou até ela desmaiar à tua frente!
- OK… - disse a Emilie – Eu merecia essa, mas agora nós estamos a discutir a Doremi.
- Sim! – exclamou uma voz triste – Como está a mamã?
- Chiu! – exclamou a voz da Segawa – Não na escola Hanna!
Acenei brevemente, concordando com ela. A Hanna por sua vez sentou-se na minha carteira virando os seus olhos castanhos para mim pedindo alguma explicação. A Segawa por sua vez manteve-se em pé entre as duas carteiras.
- Interessante encontrar-te por aqui, Emilie. – disse ela em jeito de cumprimento.
- Sim, ok! Podemos deixar isso para depois? – Ao ver as meninas olharem para ela, a Emilie finalmente resmungou – Ok… Eu tenho sido uma idiota e peço desculpa por isso.
- É à Doremi que tens de pedir desculpa! – exclamou a Momoko.
- Meninas! – exclamei conseguindo chamar-lhes a atenção. – Não na sala. Embora – disse com uma sobrancelha arqueada – Se quiserem conjurar um ringue de luta cheio de gelatina eu seria o primeiro a dizer: Sim!
Obviamente elas não devem ter gostado da minha sugestão se o pé congelado que a Segawa me deu, foi pista suficiente.
- Masaru – resmungou a Momoko – Pensei que te tinhas deixando dessas frases depois daquilo que a Dó te fez. E, por falar em Dó. O que se passa?
- Não sei se posso explicar…
- Masaru. – chamou a Emilie sobre os resmungos das outras e o grito irritado da Momoko – O que é que queres dizer com isso?
- Vocês sabem por que é que ela reagiu assim ao quadro? – perguntei.
Elas todas acenaram que não, embora a Hanna o fizesse com um ar culpado. Suspirei.
- Nesse caso não posso mesmo explicar.
Elas voltaram a resmungar. Por fim a Segawa respirou fundo antes de perguntar.
- Quer disser que se soubermos o porquê, tu podes explicar?
Assenti.
- E quem é que nos pode explicar o que ocorreu com o quadro? – perguntou a Emilie.
- Queres dizer que não é parte do 101: Bruxa? – perguntei confuso? No fundo da minha mente juro que ouvi a Doremi a resmungar “Idiota Masaru…”.
- O QUÊ?
Em uno todas as pessoas da sala viraram-se para nós.
A Momoko no entanto tinha um ar pensativo.
- O que queres dizer com 101: Bruxa? – interrogou a Segawa. – Queres dizer que é uma coisa que devíamos saber?
- É não é? – questionou a Momoko sem me dar oportunidade de falar – É como a cena dos mantos. Nós devíamos saber, mas nunca ninguém nos explicou.
- Então a quem é que perguntamos? – perguntou a Hanna.
- Eu diria a MajoRika mas acho que ela própria também não sabe. – disse por sua vez a Emilie.
- Rainha? – perguntou a Segawa.
- Não podemos entrar lá a matar. Precisamos de uma pista.
E com essa palavra da Momoko, as 4 viraram-se para mim.
- Oh! Vá lá! A Doremi mata-me! – exclamei irritado.
Elas olharam para mim, irritadas. Não que me importe muito. Começo a estar vacinado contra isto. Especialmente com os olhares malignos da Dó.
- Masaru, por favor. – pediu a Emilie com um sorriso.
Golpe baixo…
- Pintora. – resmunguei por fim.
- Pintora? – questionou a Segawa? – O que é que isso quer dizer?
- Ná-há! Não digo mais nada! Eu acho que já disse mais do que devia.
- YADA! – gritou um dos meus colegas de futebol – Vens?
Acenei.
- Ok meninas, nós ficamos por aqui. Até depois. – E com isso, levantei-me e saí.
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qui Fev 16, 2012 7:31 pm

Olá olha amei a tua história é espetacular e misteriosa também. Já agora estou á espera do namoro entre o Tetsuya e da Doremi ainda vai demorar muito?
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sex Fev 17, 2012 12:18 pm

Tenho de voltar a reler a tua fic Misa T_T eu tinha começado mas acho que nunca cheguei a acabar T_T Prometo q leio. Mas também tens andado desaparecida ou eu ando a dormir? XD
Volta depressa com um cap novo :3
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 20, 2012 1:50 am

Oi!
Respondendo agora a reviews:

Romantica: Obrigada por leres e ainda bem que estás a gostar. Eu gosto muito de mistérios e podes contar com ainda mais alguns. O namoro que parece ser a preocupação de muita gente, haverá de acontecer, mas não para já. Temos ainda alguns problemas para resolver, mas posso confirmar que ainda existiram mais momentos entre o nosso casal favorito. Very Happy

Tinoco-chan: Tens razão. Não tenho desculpa! Tenho mesmo andando desaparecida. A Faculdade, lamento dizer, não perdoa e os exames obrigaram-me a tirar umas férias da fanfiction. Bem tentei demorar menos desta vez! O capitulo novo aqui está!

Espero que gostem! Bacci!

39º CAPITULO - Compreensão - parte 1

POV Emilie Fujiwara
Ontem tínhamos indo falar com a Rainha.
A Sophie não estava de acordo com a ideia de nós irmos fazer perguntas à rainha mas isso não nós impediu. Eu, a Momoko, a Hanna, a Nicole e a Bibi, fomos todas ao mundo das bruxas e ‘ordenamos’ à Rainha que nós desse, finalmente, as lições que devíamos ter tido quando eramos bruxas.
Após termos explicando um pouco melhor a situação, ela finalmente explicou-nos o que era um ‘Pintora’. Ainda acho incrível que a Hanna tenha tal poder, tal capacidade. Parece incompreensível ligar a minha doce Hanna, que todas nós vimos crescer, com um poder tão forte. Mas, por outro lado era a destinada a ser a próxima Rainha e, o seu próprio poder elementar podia por o chão a tremer. Literalmente.
Claro que perguntas sobre o porquê de estarmos a fazer todas estas questões surgiram e acabamos por ter de explicar em, nos termos mais curtos que conseguíamos encontrar, que tinha a ver com a Doremi. A MajoHeart pareceu extremamente interessada no facto da Doremi ter desmaiado ao ver o quadro.
Fomos embora. E passamos a noite na loja. Mas não quer dizer que conseguimos dormir.
A Momoko falou comigo durante as altas horas da noite.
FLASHBACK
- Ele adora-te.
Olhei-a por cima da borda da caneca que segurava contra os lábios. Não conseguia perceber o que ela queria dizer com aquilo. Aparentemente os meus olhos demostraram, levando a Momoko a completar a sua declaração.
- O Masaru. – ela deve ter visto algo nos meus olhos, provavelmente o mostro verde que me apertava o coração cada vez que ela o chamava por aquele nome que era tão meu pois, ela levantou a mão num sinal de ‘espera’. – Eu posso não ser muito observadora dos sentimentos de outros, mas a Dó é. Ela fartou-se de me avisar que tu ias passar-te com o facto de eu me meter com o Masaru assim e, com o facto de esta ser a nossa primeira conversa civilizada em semanas, sou levada a concordar.
Ela respirou fundo deixando os dedos delinearem a borda da chávena que ela segurava, observando a nevoa do vapor sobrevoar sobre o líquido quente do chá.
- Ela preocupasse connosco a um nível que eu não consigo compreender.
- Como assim? – perguntei curiosa, deixando o tema do Masaru de lado perante este novo problema. Sentia-me culpada não saber o que ela queria dizer com aquilo. De não ter estado o suficientemente perto para poder compreender estas pequenas frases.
- Eu não vou dizer que compreendo isto da ‘Pintora’ mas afecto a Dó. Extremamente. – disse penteando a franja com os dedos irrequietos, tentando distrair-se. – Ela… Ela parecia que não dormia há dias. Eu confirmei essa suspeita com o Masaru depois das aulas terem terminado.
- Ela e o Kotake não voltaram depois do intervalo de almoço. – comentei.
- Ele levou-a para fazer uma sesta e deve ter conseguido. – acenou ela, antes de continuar com a linha de pensamento que estava a ter – Mas, não é só isso. Eu sei que vocês têm mantido a distância mas, esta não foi a primeira vez que ela ficou magoada, foi apenas a primeira em que os efeitos foram mais visíveis.
- Como assim Momo? – perguntei assustada.
- Cortes, facadas, estrangulamentos, ossos partidos, torcidos… - disse ela assinalado cada com um dedo. – Pensa e provavelmente ela sofreu.
- Mas como é que nunca notamos?
- Ela não quer. – respondeu ela com um encolher de ombros, embora os olhos estivessem obscurecidos com preocupação. – Mas esse não é o ponto que estava a fazer. O ponto é que durante toda essa loucura, ela só estava preocupada connosco. Ela constantemente perguntava sobre nós, quando conversávamos. E não só isso! Ela também sabia pormenores! Ela sabia que a Bibi estava a ter dificuldades com o inglês quando este se desviava muito da matemática. Ela sabia que a Nicole estava chateada porque a mãe proibiu-a de entrar naquele novo filme, por causa da escola. Ela sabia que tu estavas chateada por causa do Masaru. Ela sabia sobre o facto de os meus pais terem-me posto de castigo mais uma vez por causa do incidente das bolachas! E ela constamente pergunta sobre a Hanna!
A loira respirou fundo despois de ter tirado este peso do peito.
- Eu… - começo ela, antes de parar e engolir em seco – Eu não consigo compreender esse nível de sacrifício.
Acenei brevemente tentando assimilar todo aquilo. Eu era a melhor amiga da Doremi antes disto tudo. Eu devia compreender melhor que ninguém. Afinal de contas ela sempre foi assim, ela sempre se sacrificou pelos outros. Mas isto, estava a ir a um nível que não conseguia alcançar.
- Nós devíamos falar com ela. – disse levantando os olhos para o relógio que marcava 3.15 da manhã. – Falar com ela sem ela poder escapar. Isto não pode continuar assim.
- Pensei que ias dizer isso. Mandei um sms ao Kotake quando chegámos. Ele avisa a Dó para vir cá ter de manhã. Conhecendo-a ela deve vir por volta das 7, nem que seja só para nos chatear. – disse a Momoko com um sorriso torto, antes de se levantar. – Vou andando para a cama, aconselho-te o mesmo.
Acenei com um sorriso. Sentia falta deste companheirismo. Sabia que tinha sido a minha culpa, a minha própria estupidez, que me tinha afastado delas. Era bom saber que podia voltar a ter esta amizade.
- Emilie. – chamou a Momoko da porta, a um passo de sair do aposento. Quando olhei para ela, esta sorriu. – Acerca do Masaru. Ele é apenas um amigo. Somos demasiado parecidos para sequer pensar em ter sentimentos por ele, para além do sentimento familiar de irmão. Além disso ele está sempre a chatear-me para lhe fazer finalmente as minhas bolachas de chocolate, desde da última vez que a Hanna as levou para a casa da Doremi. – acrescentou ela com um revirar de olhos. – Mas ele adora-te! Por isso… Atira-te! Pois eu posso apenas ser como uma irmã, mas há por ai muitas desesperadas que fariam tudo para o ter e, sem os escrúpulos para as parar. – comentou ela com um piscar de olho. E com aquela ultima perola de sabedoria ela abandonou o aposento, dirigindo-se para a cama.

Com um abanar da cabeça, abandonei as imagens que a memória da última noite tinha formado.
Tinha dormido, menos de 2 horas e o vento do lado de fora batia contra as janelas, como zangados com o esforço de estar a soprar sem descanso. Ergui a aquela que devia ser a minha décima chávena de chá, contra os lábios, observando os padrões de luz na mesa da cozinha.
O que a Momoko me tinha contado na noite passado passeava pela cabeça, pousando o tempo suficiente quando alguma imagem que havia ignorado sobre a Doremi, como arranhões nas têmporas que tinham estado escondidos pelo cabelo, movimentos vagarosos, pelo que devia ser ossos partidos e luxações, nódoas negras escondidas pelas roupas, se erguia na minha mente com um grande ‘Como Pudeste Ignorar Isto!’ sobre elas. Os sinais de aviso estavam todos lá, eu apenas tinha-os ignorado a favor da minha própria visão do que seria certo e errado.
O barulho da porta da frente chamou-me a atenção. Levantei-me rapidamente abrindo a porta da cozinha devagar, antes de a fechar atrás de mim.
Com um cabelo apanhado num coque descuidado, calças de ganga, saltos pretos, um casaco de executiva por cima de uma blusa branca e, um colar dourando que me lembrava-me vagamente de lhe termos comprando, Doremi Harukase estava de pé no centro da sala principal do café, com a cabeça virando na direcção do palco. Do meu ponto de vista, em frente à porta da cozinha, conseguia observa-la, sem ela me ver. E, o que vi fez-me doer o coração. Os olhos eram frios e fechados, sem mostrarem emoção, mas por baixo havia sombras escuras profundas, dando provas de um cansaço que não devia existir. Ela estava pálida, mas não o tipo de pálida que vem do tom de pele, mas sim o que vem com o cansaço e doença. Ela parecia frágil. Como se um simples sopro fosse o suficiente para a atirar ao chão.
Dei um passo para me aproximar dela e tentar de algum modo começar uma conversa que nunca devia ter lugar, mas que ao mesmo tempo já devia ter ocorrido, quando ela deu um passo na direcção do palco.
Os clac-clac dos saltos dela, contra o chão, soavam pela sala silenciosa. Ela subiu os degraus subindo ao palco onde um comprido piano de cauda fazia contraste com as janelas do tecto ao chão que faziam as vezes de parede e deixavam passar a luz suave da manhã, derramando-a contra o negro brilhante do instrumento.
A mão esquerda ergue-se, pousando levemente na madeira suave do piano. Circulando o instrumento suavemente, sempre com a mão por cima – como que uma caricia – a Doremi sentou-se ao piano. Com um movimento suave ela pousou as mãos sobre as teclas brancas e pretas. Aproximei-me mais ficando de frente para o palco. A face dela tinha sofrido uma transformação nos últimos segundos mostrando uns lampejos de luz e paz que há muito não via.

Com um suspiro, ela começou a tocar. Abri os olhos ao ouvir as primeiras notas, reconhecendo-as como pertencentes a uma música muito especial. Não era a mesma versão, mas era definitivamente a música. A música que a Doremi compôs depois de Hanna ter tido que ir para o mundo das bruxas pela segunda vez, depois do final da primária. Nós recebíamos cartas e fotografias mas nunca era a mesma coisa. E, um dia apanhei-a a tocar isto no piano que tínhamos no sótão da loja. Ela fingia que estava bem com tudo, mas ela sentia falta da sua menina.
Suspirei, deixando a melodia doce de “My Baby’s Heaven” ressoarem nos meus ouvidos. As notas altas transportaram-me para um universo onde tudo era simples. Com cores suaves e sentimentos agradáveis.
E, quando a música terminou com as suas notas calmantes, abri os olhos saindo deste universo tão maravilhoso. A Doremi continuava sentada, a observar-me calmamente sem nenhuma emoção especial a percorrer-lhe o rosto.
- Olá… - murmurei, com o que pareceu um grito na sala silenciosa, quebrando o ambiente de paz que a melodia tinha criado. – Eu queria pedir-te desculpas Doremi.
Ela acenou aceitando-as sem pensar duas vezes sobre o assunto. Vi pela primeira vez a compreensão da qual a Momoko falava. Sabendo que a minha próxima frase iria quebrar este ambiente, respirei fundo, antes de dar um passo em frente.
- Nós precisamos de conversar.


Última edição por misa3000 em Seg Fev 20, 2012 2:08 am, editado 1 vez(es) (Razão : tinha alguns erros que só reparei depois)
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 20, 2012 11:41 am

YEEEEY!
Finalmente um novo capitulo ^^
Gostei muito, especialmente da conversa com a Momoko sobre o Masaru.
Tens muito jeito para escrever sabes? Continua porque agora quero mesmo saber como vai correr a conversa com a Doremi. : 3
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 20, 2012 11:44 am

Shiny escreveu:
YEEEEY!
Finalmente um novo capitulo ^^
Gostei muito, especialmente da conversa com a Momoko sobre o Masaru.
Tens muito jeito para escrever sabes? Continua porque agora quero mesmo saber como vai correr a conversa com a Doremi. : 3
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   

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