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 Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Jan 16, 2011 2:52 pm

Olá! ^^

Capítulo de Ano Novo atrasado já um bom tempo, mas é sempre bem vindo Very Happy

Adorei a música de Glee, embora não a reconheça. É da segunda temporada? Deve ser, já que o último episódio é um de Natal Razz

O professor Yan deu bué graça, mas a melhor parte foram os pares a dançarem *-*
A Doremi com o Kotake fazem um par muito fofinho Smile E a Emilie com a Masaru também Wink
Ainda bem que não houve discussões ou olhares maldosos entre as meninas ^^

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misa3000
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sex Jan 28, 2011 11:45 pm

Hewwo! hi

EU SEI EU SEI!!! ESTOU MAIS QUE ATRASADA!!
Estou com um certo medo de vocês agora... medo
Mas vim com capítulos "interessantes" (pelo menos eu gosto)!!

Amanhã ou daqui a dois dias, tento postar o próximo!

Sem mais demoras o capitulo:

22º CAPITULO - Convocada parte1


- Majestade?

A Rainha acenou mostrando que havia ouvido e que estava a ponderar a situação a que tinha sido apresentada, tentando encontrar a resposta ao pedido que o conselho que havia colocado.

Um pouco hesitante a bruxa MajoYia avançou retirando-se da roda que circulava a Rainha:

- É a única maneira que sabermos o que queremos Majestade.

A MajoHearth bufou concordando:

- Sim! Não é como vá falar de livre vontade.

A Rainha olhou em volta tentando decidir. Após um momento acenou bruscamente com a cabeça.

- Têm o meu consentimento. Preparem tudo.




- Sono…

- Não podia concordar mais… Bolas! Porque é que não podíamos ter tido mais férias?

- Porque não controlamos o conselho escolar e, se tivesse de vós aturar durante muito mais tempo sozinha, juro que me usaria de vocês para treino de alvo.

Os dois rapazes abriram os olhos repentinamente.

- Não estás a falar a sério pois não? Pequena?

- Sim! Tu estás a gozar certo cabeça-de-fogo?

A ruiva sorriu levemente, encolhendo os ombros. Cuidadosamente ela pegou na mochila atirando-a por cima do ombro.

- Já vais? – perguntou o Masaru. A ruiva acenou, tentando abstrair-se dos olhares dos outros alunos que corriam pelo pátio.

- Porque é que não ficas a assistir o treino? – perguntou o Tetsuya.

- É melhor eu manter-me longe do Yan.

Os dois rapazes desataram a rir-se ao lembrar-se da fúria que o treinador tinha contra a Doremi desde da festa de Ano Novo. Doremi abana a cabeça levemente embora também sorri-se levemente.

- Realmente é melhor não te aproximares do campo nos próximos tempos… - deixou escapar o Tetsuya entre gargalhadas.

Masaru que já tinha conseguido controlar as gargalhadas perguntou:

- O que é que vais fazer esta tarde? Se não nos vais ver, isto é…

A Doremi revirou os olhos sem se conseguir controlar.

- Sabes que antes de falar com vocês eu tinha uma vida, onde passava tardes sem vocês!

O rapaz ergueu as mãos no típico gesto de "Rendo-me!". Levemente pontapeou o pé de Tetsuya que ainda continuava a rir, tentando pedir ajuda.

- Calma pequena! – disse o Tetsuya levantando-se do chão – Não era isso que ele estava a tentar insinuar. – ao ver o olhar a ruiva ele pensou melhor – Bem, secalhar era mas tu sabes como ele é um idiota.

- HEY!

- Mas, - disse ele continuando sobre o a reclamação do Masaru – apesar disso ele só está preocupado contigo.

- Eu não preciso que se preocupem! Eu sei tomar conta de mim, sabem?

- Nós sabemos Dó – respondeu desta vez o Masaru com um ar sério – mas, tu precisas que alguém cuide de ti e, como obviamente elas não o vão fazer, nós fazemos!

A Doremi mordeu o lábio cerrando as mãos na alça da mochila. Percebendo o que lhe passava na cabeça o Tetsuya sorriu:

- Não nós vai acontecer nada…

- YADA! KOTAKE! LARGUEM A HARUKASE E MEXAM OS VOSSOS CADAVARES PARA AQUI!

Ao ouvir o berro de Yan os dois rapazes endireitaram-se repentinamente. A ruiva sorriu maliciosamente acenando um "tchauzinho" ao professor.

- YADA! KOTAKE!

- 'brigada cabeça-de-fogo! – resmungou o Masaru pegando rapidamente nos sacos de ginástica, enquanto o Tetsuya pegava nas mochilas.

- De nada! – respondeu a Doremi sorrindo observando o professor que tentava respirar profundamente e falhava atrozmente – Nunca realmente pensei que uma pessoa conseguisse alcançar aquele tom de vermelho…

- YADA! KOTAKE!

- Tchau pequena! E PORTA-TE BEM! – gritou o Tetsuya enquanto corria com o Masaru para o campo.

A ruiva sorriu levemente observando os amigos desaparecerem para dentro do balneário.

Suspirando, agarrou melhor na alça da mochila e encaminhou-se para a saída, ignorando todos os olhares que recebia. Já era hábito.

Afastando-se devagar da multidão, começou a encaminhar-se para casa. Era uma tarde fresca, própria do inverno e, embora a neve já começa-se a derreter ainda havia uma brisa gélida a percorrer as ruas.

- Podíamos ter ficado a ver o treino, sabes!

Doremi sorriu a Dodó que flutuava à sua frente com um olhar irritado.

- Para quê? Para tu babares para cima dos rapazes todos?

A fada mostrou-se mortificada:

- Eu babar-me? Nunca querida!

A ruiva sorriu levemente com o tratamento da sua fada, deixando escapar depois algumas gargalhadas ao ouvir a lista de rapazes "bons" que o treino tinha e os benefícios à visão ao assistir a esses "atributos" durante o treino.

- Dodó, respira! – disse a Doremi, interrompendo a razão número 20 para ter ficado a assistir o treino - Estás a 5 segundos de ter um ataque.

Ignorando o "se tivéssemos ficado a assistir o treino não tinha um ataque", a ruiva continuou o seu caminho evitando os montes de neve mais profundos. Com cuidado atravessou a rua, evitando o carro que passava e assim que chegou ao outro lado parou, virando a cabeça para o lado como se tivesse ouvido algo que mais ninguém ouviu.

- Doremi? – perguntou a Dodó.

- Chiu… - disse continuando com a cabeça inclinada.

Subitamente uma corrente de energia pura embate no muro, no exacto lugar onde a cabeça da ruiva estava segundos atrás. Virando-se rapidamente a ruiva examina a situação.

- Dodó vai. – disse a ruiva levantando-se devagar. Mantendo os olhos nas duas figuras fardadas com as cores da corte da Magia.

- Mas…

- Vai! – exclamou mais uma vez a ruiva encarando friamente as caras das guardas.

Assim que a fada desvaneceu-se numa luz rosada, mais 4 guardas apareceram à sua frente.

A que parecia mais velha avançou um passo calculado:

- Doremi Harukase, bruxa do Mundo das Bruxas e …

- Sim, sim… - resmungou a ruiva interrompendo – Deixem-se de tretas e expliquem já o que querem.

- Sua Majestade, a Rainha, pede a sua presença na corte, onde deverá comparecer à reunião.

- Ela pede? – pergunta Doremi sarcástica – Bem, ela pode meter o seu pedido pelo r..

- Deixa-me reformular a frase. Sua Majestade exige a sua presença. E – diz rapidamente a guarda ao ver a rapariga tentar falar – nós satisfaremos o seu pedido!

A ruiva arregalou os olhos antes de se agachar para escapar de outra corrente de energia, rebolando para o lado para escapar a mais outras 3 correntes.

- Prendam-na! – gritou a guarda.

Todas as seis mulheres ergueram as suas mãos e dispararam correntes de energia.

A ruiva tentou fugir a todas as correntes mas por fim uma acertou-lhe no tornozelo agarrando-o e fazendo-a cair. Assim que o seu corpo caiu todas as outras correntes a envolveram: pulsos, tornozelos, pescoço, tronco, até estar envolvida nas correntes de energia pura.

A guarda que falou antes aproximou-se murmurando um feitiço e, no segundo seguinte, Doremi Harukase estava presa a uma cadeira com correntes de ferro mágico a prenderem-lhe todos os membros. À sua esquerda Hanna e Momoko, envergando os seus mantos cerimoniais brancos, estavam seguras entre 4 membros da guarda. À sua direita, Nicole, Sophie, Emilie e a sua irmã Bibi fitavam-na sem expressão. MajoRika e Layla flutuavam perto delas. Toda a guarda-real rodeava a sala e os 6 membros que a haviam capturando, rodeavam a sua cadeira apontando com as lanças ameaçadoramente. Os membros da corte, distribuíam-se pelas escadas e olhavam-na com desprezo.

Descendo a escadaria do trono devagar, a Rainha olhou directamente para os olhos da ruiva.

- Bem-vinda Doremi.


Última edição por misa3000 em Dom Fev 06, 2011 1:42 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sab Jan 29, 2011 1:40 am

AIE !!!
O que vai acontecer ? :X

Devias de postar já o próximo não achas?
Não achas n?*.*

Aiai...

Não gosto Razz
Não gosto de fins assim !

Mais mais mais!!!!

QUEROO MAIS*.*

Lovo tua maneira de escrita^^

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Jan 30, 2011 1:53 pm

Olá !

OMG! A Doremi foi apanhada :'(
O que é que lhe vão fazer?! Nem acredito que até a MajoRika e a Layla estão contra ela D:

Coitada!! Por favor, não a magoes muito xD

Tenho de ver o próximo capítulo! Já! Razz

Beijinhos ^^
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Jan 30, 2011 5:24 pm

Hello!
Próximo capitulo já aqui!!!

Um aviso em relação a este capitulo - e a próximos - em relação com a minha maneira ver a magia. Por isso aqui vai uma explicação:
Na série, as bruxas fazem magia ao simplesmente dizerem o que desejam - usam as varinhas/pedras mágicas, e recitam o que desejam. Eu considero isso conjuração. Além disso segundo as regras do mundo magico elas não podem utilizar a magia para assuntos mais psicológicos - sentimentos, vontades, etc - assim, a conjuração deve-se mais a bens materiais - mudar a loja, conjurar coisas, etc...
Então, para esta historia, quando querem usar magia, para razões de natureza mais psicologica (mas, não quebrando as regras[não ressuscitar, não curar, não mudar os sentimentos]) elas teriam de usar auxiliares de magia, tais como encantamentos e poções.

(...) Eu espero sinceramente que isto tenha feito sentido! Qualquer duvida em relação a isto digam...

CONCLUINDO - Isto tudo para explicar os feitiços e as poções. Aviso desde já que eu não sou nada boa em poesia, por isso não liguem à idiotice dos feitiços (além disso, ler fics em inglês não anda a ajudar em nada - agora só consigo pensar em rimas em inglês...).

Já agora, a musica de embalar que ela canta é de um livro de Juliet Marillier. Eu tive de escreve-la de memória, porque não tenho o livro e, não encontrei nenhuma referencia na net. Se alguém souber a musica, e eu tiver escrito mal, digam!


Ok... Acho que já acabei com todos os avisos, por isso sem mais demoras... TCHARAAMMMM!!!
O proximo capitulo!!!!
happy2

23º CAPITULO - Convocada parte2


A ruiva manteve os olhos na Rainha calculando rapidamente todas as saídas possíveis. Mas, nada! Uma das guardas que estava mais perto dela apertou o cerco rasgando um pouco a sua bochecha com a ponta da lança. Ao avistarem o sangue, a Momoko e a Hanna tentaram libertar-se apenas para serem paradas pelos 4 membros da guarda que as prendiam no lugar.

- Isso não é necessário, MajoLin. – disse a Rainha à guarda que a havia ferido.

A MajoHearth aproximou-se parado a um mero metro da ruiva.

- É melhor convocarem mais correntes. E, certifiquem-se que essas estão bem presas!

- Isso não é realmente muito hospitaleiro! – resmungou Doremi ao sentir o peso de mais correntes sobre o corpo. Ela mal se conseguia mexer. Todo o corpo estava coberto de correntes, prendendo-a contra a cadeira. Apenas a ponta dos dedos, que descansavam no fundo dos braços do cadeirão, a ponta dos pés – assentes no chão – e, a cabeça – erguida frontalmente com a força das correntes que lhe apertava o pescoço, estavam livres.

- Não é suposto sermos hospitaleiras quando temos de te apanhar como um demónio em fuga! – resmungou por sua vez a médica.

A Rainha observou durante um tempo a ruiva. Depois virou-se para o lado direito, caminhando até estar em frente à Bibi.

- Onde dizes-te que estava o arranhão na cara dela, minha querida? – a Bibi olhou rapidamente para a irmã presa. Depois suspirou encolhendo-se um pouco.

- Na cara, Majestade.

- Percebo. – A Rainha andou mais uns passos antes de voltar a postar-se em frente à Doremi. Olhando directamente para os seus olhos à procura de algo, a Rainha suspirou. Nada a não ser um ódio gelado. Voltando costas à ruiva subiu uns quantos degraus, observando o trono. Depois virando-se mais uma vez, recitou:

Lutas, mágoas e desgraças

Deixe-nos ver as suas marcas.

Na cara desta jovem mulher,

Eu procuro a verdade saber.


Assim que acabou de recitar e a luz da sua magia passou pela sala, as bruxas que se encontravam de frente para a ruiva suspiraram horrorizadas. A Rainha piscou rapidamente os olhos como se não acredita-se no que via.

Revirando os olhos irritada Doremi Harukase ergueu a sua face, mostrando toda a sua gloria. Os seus prémios e vitórias. As suas cicatrizes.

Um silêncio de arrepiar pousou sobre a corte quando todas as bruxas presentes observavam. Até mesmo os membros da guarda-real olhavam espantadas para a face de Doremi. Tentando imaginar. Tentando imaginar a dor. Tentando.

Ninguém conseguia imaginar o que teria causado a cicatriz que lhe atravessava a cara de um lado ao outro. Que instrumento teria sido usado para a cicatriz que lhe passava por cima do olho? O que lhe teria acertado para marcar de tal modo a parte esquerda da face com aquela pele cor-de-rosa, típica de queimado? E as três marcas que lhe atravessam a testa? E a cicatriz redonda perto do lábio? E o conjunto de linhas mais leves que lhe preenchiam toda a face?

- Como…

A voz de Bibi Harukase era a única coisa ouvida, em conjunto com o choro silencioso de Hanna.

- O quê? – veio a voz de Doremi – Vossa Alteza está sem palavras? – não recebendo resposta a ruiva deixou escapar um esgar, revirando os olhos – Típico! Bem, se já viram tudo o que queriam, podem tipo… Solta-me? Eu tenho mais que fazer. Sabem, por muito divertido que isto tudo esteja a ser e assim.

Descendo os últimos degraus rapidamente a MajoHearth aproximou-se em passos rápidos pegando no queixo da ruiva com um aperto firme e observando a face marcada. Nos seus olhos guardava uma luz de preocupação. Ignorando o modo como toda a pose de Doremi caiu para ficar hirta no seu lugar a bruxa continuou com o seu exame. "Estas marcas…" pensou ela para si.

- MajoHearth? – perguntou uma das bruxas.

Acordando do seu estupor a médica voltou para a escadaria:

- Peço perdão.

Um desdenhe de desprezo veio da ruiva. Esta cultura da corte era uma treta.

- Certo…. Bem eu estou à espera de libertação… - disse ela – Majestade. – completou com uma acentuação escarnecedora.

- Temo que ainda não sejais libertada, minha querida. Temo que este feitiço apenas tenha trazido mais perguntas.

- Espero que não estejam à espera que eu as vá responder.

- Pelo contrário, Doremi Harukase! – exclamou uma das bruxas do conselho, erguendo a mão fechada sobre algo – Tu irás de facto responder-nos! – exclamou atirando com um frasco transparentes – deixando ver um liquido esverdeado – para o pés dela.

Assim que o frasco quebrou contra o seu sapato todas as bruxas do conselho, mais a Rainha, começaram a recitar:

Na cabeça desta jovem

Pedimos as suas memórias

Guiem-nos e dêem-nos as respostas!


Enquanto recitavam, um fumo esverdeado saiu do líquido derramado da poção subindo em espiral sobre o corpo da ruiva, que tinha entretanto um olhar assustado, entrando devagar pela sua têmpora, pressionando entrada na sua cabeça. Com a última palavra do feitiço, uma luz começou a emanar na pele da ruiva tomando a sala.

Assim que conseguiram abrir novamente os olhos, as bruxas presentes na sala piscaram atordoadas com o aspecto da parede do trono pois esta parecia uma tela de cinema. Depois viraram-se para a ruiva que tinham presa e assustaram-se com a sua vulnerabilidade.

Ela estava assustada e olhava cheia de medo para a tela, como se nada de bom pudesse dali vir. A boca estava paralisada num trejeito de horror. Por fim conseguiu deixar escapar uma frase:

- O… O que vocês fizeram…?

A Rainha assustada com a voz frágil que vinha da pequena bruxa deu um passo na sua direcção e, assim que o seu pé pousou no chão, a tela acendeu-se chamando a atenção de todas e, imagens começaram a formar-se.

A imagem devagar formou-se. Havia uma completa ausência de luz. Um som começou a ser ouvido, como um murmúrio interminável. Subitamente um outro som foi ouvido, como se alguém tivesse batido com um taco de madeira na parede e, ao mesmo tempo partículas de um material começaram a cair sobre a imagem.

Tal e qual como num filme a imagem focou-se mostrando uma figura encolhida. Quase se mexer. As bruxas presentes na sala rapidamente se aperceberam que ela estava presa numa espécie de buraco e se os seus olhos observavam bem e a matéria á sua volta era mesmo terra, as bruxas apostavam que ela estava enterrada no chão.

A imagem aproximou-se novamente e as bruxas presentes na sala suspiraram horrorizadas. Era a Doremi. Estava toda encolhida abraçando os joelhos, puxando-os contra o peito. A cabeça estava toda encolhida, pois não tinha espaço para a esticar. Mais uma vez a imagem aproximou-se, deixando as bruxas verem a cara arranhada, a mão sangrenta, o golpe cheio de sangue seco na perna e o pulso inchando e claramente partido.

A ruiva balançava-se lentamente. Tentando manter um ritmo, mas obviamente demasiado cansada para se mexer muito. Os olhos estavam abertos mostrando grande dor e MajoHearth conseguia ver pelo modo como a dobra do olho esquerdo estava descaída, que a ruiva também deveria ter uma concussão. As bruxas olhavam horrorizadas para a imagem tomando em conta todos os detalhes.

Mais uma vez a imagem aproximou-se, enquadrando a cara dela e o som do murmúrio aumentou fazendo as bruxas perceberem que era a Doremi que murmurava. Tomando atenção elas conseguiram ouvir:

- Cow in meadow, sheep in snow, sun is shining red and gold, baby in cradle, bird on nest, moon is raising, time to rest.

Era uma canção de embalar. A ruiva não conseguia parar de a murmurar sem parar, era como se fosse a única coisa a mantê-la sã. E, talvez o fosse.

Ela estava obviamente magoada e assustada, mas para além disso, estava totalmente maltratada, como se não comesse ou bebe-se há dias. E isso assustou as bruxas. Até, mesmo os membros da guarda pareciam enojadas e horrorizadas.

Abruptamente a escuridão acabou quando uma espécie de portinhola foi aberta por cima da cabeça da ruiva, deixando entrar a luz desmaiada do pôr-do-sol. Braços fortes esticaram-se pegando nos ombros da ruiva, puxando-a do buraco. A imagem acompanhou a ruiva mostrando o lugar onde se encontrava – uma espécie de pátio interior gigante em terra batida.

A ruiva foi brutalmente posta de pé pelo homem que a tinha retirado do buraco, que se afastou rapidamente. As bruxas presentes na sala observaram horrorizadas as feridas que até então estavam escondidas, nas suas costas e barriga.

Doremi, apesar de obviamente fraca, mantinha-se de cabeça erguida e tronco direito. A face tinha perdido o ar que tinha quando presa – o de dor e medo – substituindo-o pela fachada fria e vazia que todos os membros da corte conheciam. À sua frente uma mulher observava-a criticamente. Atrás dela uma multidão de crianças, - tal como ela, que não devia ter mais de 14 anos – encaravam-na também. Todas com a mesma expressão de vazio. Desde da mais nova, que não parecia ter mais de 5 anos, até à mais velha, que aparentava ter apenas 19 anos. Por fim a mulher falou:

- Bem Ginger, aprendes-te a lição?

Ao não receber nenhuma resposta da ruiva a mulher estalou os dedos. Imediatamente o homem que havia puxado Doremi, sacou de um chicote e num movimento fluido chicoteou as costas da ruiva.

As bruxas observavam horrorizadas, o modo como todos na memória assistiam sem reagir e o modo como Doremi apenas semicerrou os olhos ao receber o golpe. A mulher falou mais uma vez:

- Tu irás responder-me! – ordenou – Ou preferes passar mais outros 3 dias no caixão?

A ruiva após 2 segundos respondeu numa voz incrivelmente neutra e clara:

- Lição aprendida Madame.

A mulher deixou um sorriso arrepiante tomar conta da sua face. Depois virou costas e exclamou, enquanto andava:

- Prepara-te para o jantar Ginger, eu não tolero atrasos!

A mulher continuou a andar até desaparecer, em conjunto com o homem que a acompanhava, pela entrada principal do pátio. Todas as crianças mantiveram-se no seu lugar. Após uns minutos um rapaz, de cerca de 12 anos, levantou subitamente a cabeça e como se fosse um sinal, 5 crianças avançaram na direcção da ruiva pegando com cuidado nos seus ombros apoiando-a para não cair. Depois começaram a ajuda-la a andar na direcção de um corredor escuro. O rapaz que tinha dado o sinal seguia-os agitado.

- Rápido! Não temos muito tempo! – ouviram-no sussurrar.

O que parecia mais velho assentiu, começando a andar mais rápido, arrastando com cuidado a ruiva ao longo do corredor.

A imagem começou a desvanecer-se, deixando ainda ouvir um comentário sussurrado de uma das raparigas:

- Como é que ela ainda está viva?


Assim que o ecrã se tornou preto, todas as bruxas presentes na sala do trono viraram-se para a ruiva.

Os soluços de Hanna eram ouvidos, assim como os sons calmantes que Momoko sussurrava, tanto para a bebé como para ela mesma.

Bibi observava o ecrã com os olhos vítreos. Emilie chorava silenciosamente sem se conseguir conter. Nicole olhava para Doremi com os olhos abertos cheios de preocupação. Sophie observava o ecrã com um ar desdenhoso.

MajoHearth postou-se em frente à ruiva observando-lhe as cicatrizes. Era como um mapa e, ali estava, na bochecha direita, o arranhão da memória que tinham visto.

As guardas que a cercavam baixaram todas as lanças. Perante elas estava uma sobrevivente e elas respeitavam isso.

Os membros do conselho estavam silenciosas como há muito não acontecia. Tentando absorver tudo o que viram.

A Rainha observava a sua prisioneira com dor. De tudo o que imaginara, esta não era de todo a situação que pensara.

Bruscamente a ruiva levantou os olhos, encarando todas as bruxas friamente.

- Próxima!


Última edição por misa3000 em Dom Fev 06, 2011 1:42 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Ter Fev 01, 2011 11:43 am

Pobrezinha da Doremi :X
Sofreu muito Sad
FOGO !
Tadinha :'(
Mas a rainha n estava a contar..eu sempre gostei imenso da rainha, sempre foi muito simpática com as aprendizes. Smile
E da Sofia tmb, é muito amável para com o pai Very Happy
Adorei o capítulo apesar de ser triste Smile
Espero anciosamente pelo próximo^^
É muito triste quando acaba !
Encontrei alguns errozintos, mas consegui ler na mesma Very Happy
Next please*.*

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qua Fev 02, 2011 2:49 pm

Olá!
Já tinha lido este capítulo logo quando o postas-te, mas estava sem tempo e só agora consegui comentar ^^'

Não consigo e não sei se quero tentar sequer imaginar as cicatrizes e feridas da Dó! Que horror! Aqueles demónios estúpidos só lhe fizeram mal :'(
E quando foi aquela parte das memórias pensei que ia ser alguma coisa que denuncia-se a pega da rainha xD
Espero que a Sophie melhore o seu comportamento com a Dó, senão entro no meio da fic e corto-lhe o cabelo à chapada Razz

Bem, resta ver o que vai acontecer no próximo capítulo. Espero que algo de bom aconteça *-*
Beijinhos ^^
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qua Fev 02, 2011 8:39 pm

I_Moreira escreveu:
Pobrezinha da Doremi :X
Sofreu muito Sad
FOGO !
Tadinha :'(
Mas a rainha n estava a contar..eu sempre gostei imenso da rainha, sempre foi muito simpática com as aprendizes. Smile
E da Sofia tmb, é muito amável para com o pai Very Happy
Adorei o capítulo apesar de ser triste Smile
Espero anciosamente pelo próximo^^
É muito triste quando acaba !
Encontrei alguns errozintos, mas consegui ler na mesma Very Happy
Next please*.*

HALO!
Eu gosto de torturar as minhas personagens (neste caso personagens de anime, mas enfim...).
A rainha sinceramente sempre me irritou, demasiado calma e inocente, a sophie também nunca foi uma favorita e para a historia que tenho em mente a personalidade dela encaixava melhor com a "irritante idiota"... Smile
Eu sei que aqui e ali pode haver uns errozinhos... Eu não tenho beta e por muito que verifique vezes e vezes os capítulos por vezes algo ainda escapa!

mafafaaa escreveu:
Olá!
Já tinha lido este capítulo logo quando o postas-te, mas estava sem tempo e só agora consegui comentar ^^'

Não consigo e não sei se quero tentar sequer imaginar as cicatrizes e feridas da Dó! Que horror! Aqueles demónios estúpidos só lhe fizeram mal :'(
E quando foi aquela parte das memórias pensei que ia ser alguma coisa que denuncia-se a pega da rainha xD
Espero que a Sophie melhore o seu comportamento com a Dó, senão entro no meio da fic e corto-lhe o cabelo à chapada

Bem, resta ver o que vai acontecer no próximo capítulo. Espero que algo de bom aconteça *-*
Beijinhos ^^

Eu sou muito visual, na maneira como escrevo, gosto muito de dar a sensação do que está exactamente a passar-se (pelo menos em algumas partes). E, não foram exactamente demonios que lhe fizeram isso... pelo menos nessa memoria!
A rainha é uma coisa à parte! Quanto à Sophie... é melhor começares a afiar a tesoura.
Este capitulo? Boas coisas?.... Veremos:D


24º CAPITULO - Convocada parte3

As bruxas ficaram horrorizadas a ouvi-la dizer tal coisa. Que tipo de pessoa diria tal coisa depois de se ver a si própria ser torturada de tal forma.

A Rainha voltou-se para a ruiva, mantendo seus olhos fixados nos dela que encaravam o nada.

- Doremi. O que foi exactamente isto?

A ruiva não se dignou a responder. Era realmente preciso perguntar?

MajoHearth olhou para a ela friamente, embora por detrás dessa fachada o seu coração chorasse. Agora muitas coisas faziam sentido. Muitas mesmo. "Há quanto tempo és torturada assim?" pensou.

Mais uma vez o ecrã emitiu luz. Todas as bruxas viraram-se na sua direcção, ansiosas e algo assustadas com o que poderiam ver.

Desta vez a imagem formou-se mais rapidamente. Mostrando o interior de pele clara de um automóvel. Uma Doremi de 12 anos sentava-se rigidamente entre dois homens altos de fato e gravata. Uma mulher vestida similarmente conduzia o veículo.

Todas as meninas reconheceram as figuras como as pertencentes ao dia em que Doremi tinha sido levada.

A Doremi da memória piscou os olhos tentando livrar-se da humidade que insistia em lá ficar.

- Deixem-me ir… - murmurou fragilmente – Por favor…

Todas as bruxas pertencentes à corte sabiam o que significava ela implorar assim. Doremi Harukase não pedia favores a ninguém e nunca implorava por nada.

Todos os presentes no carro ignoraram o pedido. O homem que se sentava no banco do pendura à frente, até agora ignorado, foi o único a dizer algo:

- Lamento. – disse parecendo observa-la pelo espelho retrovisor.


A memória acabou subitamente. Novamente toda a corte observou a ruiva que olhava para o ecrã continuando a ignorar toda a gente.

- O que foi aquilo? – perguntou uma das bruxas do conselho.

MajoHearth divergia o seu olhar entre o ecrã e a ruiva.

- Foi o momento no tempo que marcou o começo da tortura. – disse sobre o olhar espantado das restantes bruxas – Era nisso que eu estava a pensar.

A corte começou a sussurrar. Seria isso? Eram os seus pensamentos que activavam as memórias? Começaram todas a pensar que coisas ao calhas mas nada resultou.

- Foi o conselho que cantou o feitiço. – disse a Rainha percebendo a natureza da magia – É o conselho que controla o ecrã.

Uma das bruxas do conselho perguntou sem se conseguir aguentar:

- Porque é que estavas naquela caixa? Porque é que estavas fechada?

Rapidamente outra memória começa a formar-se no ecrã.

Uma Doremi de 14 anos, andava silenciosamente pelo corredor escuro. As poucas janelas por que passava, mostravam uma noite cerrada, cheia de estrelas. Não havia lua e a luz era diminuta. As bruxas tinham de semicerrar os olhos para conseguirem distinguir as calças de algodão e blusa de alças pretas que, a ruiva usava como pijama. Algures no fundo das suas mentes, as bruxas reconheceram o conjunto, embora agora estivesse limpo, sem qualquer vestígio de sangue ou terra.

Subitamente a ruiva abriu uma porta entrando sorrateiramente para dentro do quarto. A imagem puxou-as para dentro do quarto, mostrando às bruxas os 10 beliches que o preenchiam. Um dormitório. Pequenos sons eram ouvidos. Soluços engolidos, palavras murmuradas.

Doremi olhou em volta desconfiada, deixando os olhos caírem nas janelas e verificando a porta por onde tinha entrado. Depois ergueu a mão, formando uma bola de fogo e fazendo-a flutuar até ao tecto.

A luz debateu-se por momentos com a escuridão, vencendo-a. Em segundos vinte caras foram iluminadas.

- Ginger! – murmuraram.

As bruxas do conselho tiveram de olhar duas vezes. Perante elas estavam pelo menos vinte crianças de 5, 6 anos em diferentes estados de desespero. Todas raparigas.

- Chiu... – sussurrou Doremi – Não falem muito alto.

Todas as bruxas surpreenderam-se ao ouvir o tom de Doremi. Nunca a tinham visto falar assim com ninguém sem ser a Hanna.

Ela falava suavemente e retinha um pequeno sorriso nos lábios, à medida que as crianças circulavam-na. Ela parecia tomar atenção a todas as crianças dispensando-lhes um sorriso e algumas palavras. Ajoelhando-se Doremi dirigiu-se a uma rapariga loira:

- Meg, onde está a Lil?

- Aqui! – exclamou a pequena segurando-lhe na mão e puxando-a na direcção de uma cama – Nós tentamos ajudar, mas…

- Não faz mal Meg. Eu vim tratar disso, ok? – a loirinha deu um meio sorriso, acenado.

A ruiva aproximou-se de um dos beliches ajoelhando-se juntou à cama onde uma menina de cerca de 5 anos estava deitada, coberta com o lençol. Gentilmente Doremi pousou uma mão sobre o ombro da rapariga, chocalhando-o levemente:

- Lil, sou eu. Acorda por favor.

Os olhos da rapariga tremeram levemente antes de ela os abrir, mostrando as íris da mais fabulosa cor de céu.

- Ginger! – exclamou a rapariga baixinho, entusiasmada, antes de deixar um esgar de dor escapar entredentes – Dói…

- Eu sei Lil. – disse a Doremi – Eu vou tentar ajudar, mas tens de me deixar mexer, ok?

A rapariguinha acenou e com cuidado a ruiva destapou-a.

As bruxas suspenderam todas a respiração.


- Aquele pé está totalmente torcido! – exclamou MajoHearth sem conseguir-se conter.

Doremi olhou para as feridas nas pernas, com os olhos suaves para não assustar as crianças que entretanto se tinham juntado à sua volta.

- Ela vai ficar bem? – perguntou uma delas.

- Não sei Mai, - disse Doremi fazendo um gesto com a mão, causando o aparecimento de uma caixa branca – Mas vou tentar.

Tirando da caixa um pano limpo e um frasco a ruiva começou a limpar as feridas abertas na perna, depois pegou num kit de costura, abrindo-o à sua frente, escolhendo a agulha.

- Meg. Estás a ver um frasco aqui dentro com o liquido vermelho? Dá à Lil! – ordenou enquanto esterilizava a agulha com fogo que criava na ponta do dedo – Suki! Dá a mão à Lil. Lil, quando tiver a doer aperta a mão da Suki mas não grites, ok?

Depois de todas as raparigas que ela chamou terem feito o que ela pediu, ela começou cuidadosamente a cozer as feridas. MajoHearth observava espantada o trabalho rápido, mas cuidadoso. A ruiva trabalhava sistematicamente, deslizando a agulha de um lado para o outro unido cuidadosamente as pontas retalhadas de pele. Quando acabou, retirou um pote de dentro da caixa branca e entregando-o a uma rapariga disse para lhe espalhar sobre as feridas acabadas de cozer.

Apertando ao de leve o tornozelo bom, a ruiva começou a observar o pé direito. Tocando-o ao de leve a rapariga ia-o virando vendo os músculos esticados e inflamados. A rapariga, Lil, choramingava levemente quando ela lhe mexia.

- Ok – disse depois de uns momentos – Lil, eu vou ter de por isto no lugar. – disse olhando para a rapariga seriamente – Vai doer.

A rapariga engoliu um soluço, acenado levemente com a cabeça. Sorrindo a Doremi apertou-lhe o pé bom:

- Linda menina! – depois virou-se para a multidão que as observava, começando a dar ordens e distribuir tarefas. – Meg, está um pano limpo na caixa, dobra-o e mete-o na boca da Lil. Lil se começar a doer muito morde o pano, não grites! – Rory! Onde estão as talas da outra vez? Vai busca-las! Kami! Vem dar-me aqui uma ajuda!

Quando Kami chegou ao pé dela, Doremi pegou nas mãos dela apertando-as contra os lados do pé de Lil:

- Kami eu preciso que assim que eu meta o pé no lugar tu o segures na posição correcta até conseguir por as talas e enfaixa-lo. Consegues fazer isso? – a rapariga acenou – Ok. Rory traz as talas para aqui! Certo. Lil! – chamou – Quando eu contar até três, ok? – a rapariga acenou e Doremi pôs as mãos sobre a articulação deslocada – 1…2..- com um doloroso "Clack!" o pé foi posto no lugar.

- Isso não foi até três! – exclamou Meg, apertando a mão a Lil que tinha ficado extremamente pálida.

Doremi dispensou um pequeno olhar, entre o por das talas e o começar a enfaixar o pé.

- Processa-me! – disse.

Algumas raparigas sorriram deixando escapar alguns risos tolos.

Assim que acabou de enfaixar o pé, Doremi voltou a tapar Lil com o lençol, retirando o pano da boca dela, limpando-lhe o sangue do lábio.

- Tenta dormir agora Lil. – a rapariga voltou a acenar fechado devagar os olhos.

Doremi deixou a mão descansar alguns segundos na testa da rapariga antes de se levantar, pegando em Meg ao colo.

- Mais alguém tem alguma ferida para tratar?

- Não. – disse Rory – Mas…

- Mas… - repetiu Doremi arqueando uma sobrancelha.

- Elas querem que lhes contes uma história. – disse Meg altivamente.

- E tu não? – perguntou uma das raparigas.

- Meninas. – disse Doremi parando com a discussão – Eu talvez possa contar um pequena historia, mas só se estiver tudo na cama, nos próximos vinte segundos.

Mas rápido que a luz as raparigas subiram para cima das suas camas, escondendo-se debaixo dos respectivos lençóis. Olhando para Doremi com os olhos cheios de esperança.

Sentando-se no meio da sala, Doremi suspirou antes de começar, de voz baixa, contar:

- Era uma vez, - começou com uma voz suave, com a cadência melodiosa de uma contadora de histórias - quatro raparigas que julgavam já não pertencer ao mundo mágico. Elas eram amigas e ao longo do ano anterior tinham enfrentado juntas os desafios de aprender magia. Tinham-lhes dito, que já não podiam fazer parte desse mundo uma vez que quebrado uma das nossas regras sagradas.

- Qual delas? – perguntou uma rapariga.

- Não interessa realmente a esta história, Miya. – disse deixando os olhos perderem-se no horizonte – Mas, estas raparigas eram jovens e tinham-se apaixonado pela magia, pelo mundo, pelo reino. Decidiram então que, antes de o puderem abandonar totalmente queriam visitar por uma última vez o reino onde tinham aprendido.

- O mundo da Magia? – perguntou Rory.

- Sim. Esse mundo tinha significado tanto para elas, que elas queriam despedir-se dele. Assim entraram num portal e caminharam. Iam contando as histórias do que lhes tinha acontecido ao passar pelos seus locais e quando notaram, tinham chegado aos jardins da Rainha.

Emilie, Sophie e Nicole, olharam para o ecrã surpreendidas. A história da Hanna.

- Entraram, tentando descobrir a saída e quando notaram estavam num campo de rosas. E umas em especial chamaram-lhes a atenção. Um arbusto. De rosas azuis.

- Rosas Azuis? – perguntou uma delas.

- Sim. Rosas Azuis gigantes. Mais belas do qualquer coisa que alguma vez tenham visto.

- Ai sim? – perguntou uma voz.

Doremi levantou-se subitamente virando-se para a mulher que estava encostada a ombreira da porta.

As bruxas cerraram os dentes ao reconhecerem a mulher.

- Madame. – disse Doremi friamente.

A Madame estalou os dedos fazendo os dois homens atrás dela avançarem quarto adentro segurando nos braços da rapariga, prendo-a entre eles.

- A praticar o bem Ginger? – perguntou vendo a caixa branca no chão. As meninas fingiam dormir, assustadas.

- Não Madame. – disse Doremi – Apenas a corrigir o que nunca deveria estar mal.

Assim que acabou de proferir estas palavras, virou a cara com a força do estalo que Madame lhe tinha desferido.

- Sempre foi o teu problema Ginger. – disse caminhando para a saída – Sempre a querer corrigir o que não precisa.

A ruiva não disse nada, mantendo a cara na posição caída. Madame virou-se sorrindo maliciosamente:

- Bem, vamos certificar-nos que esse pensamento não te ocorre novamente Ginger. – disse estalando mais uma vez os dedos.

O homem que lhe segurava o braço direito movimentou-se ao som do estalo e, num movimento fluido desceu a mão pegando no pulso da ruiva.

CRACK.

A ruiva semicerrou os olhos ao sentir o pulso ser partido. A Madame observou interessada.

- Levem-na – disse – Assegurem-se que ela aprende a lição! – exclamou antes de sair da sala.

As bruxas olharam horrorizadas os homens arrastarem Doremi pela porta fora, arrastando-a pelos corredores.

Assim que saíram, as meninas começaram a chorar.


A memória desvaneceu-se deixando a sala silenciosa. Era realmente possível?

- Por ajudar? – perguntou MajoLin, a guarda, sem se conseguir conter – Foste castigada por ajudar?


Última edição por misa3000 em Dom Fev 06, 2011 1:43 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qua Fev 02, 2011 10:08 pm

Pobrezinha da Doremi :X
Não é junsto !
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Não gosto nada disso !

N pares assim...
Quero mais coisinhas*.*
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Qua Fev 02, 2011 10:28 pm

Olá again!

OMG! OMFG!
Estás a gozar?! Vou ter a mesma reacção que a MajoLin xD

misa3000 escreveu:
- Por ajudar? – perguntou MajoLin, a guarda, sem se conseguir conter – Foste castigada por ajudar?

Esta mesmo Very Happy

Detesto aquela bruxa idiota! Mas quem é ela afinal? -.-'
Espero que no próximo capítulo, alguma das bruxas pergunte porque ela ficou naquela situação, a ver se se desmascara finalmente a rainha aka pega xD

Já agora, não sei se reparas-te, mas no principio do capitulo repetias constantemente a palavra "ruiva" quando querias falar da Dó, chegando a usá-la duas vezes na mesma frase. É só uma atençãozita Wink

Beijinhos e até ao próximo capítulo ^^
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Fev 06, 2011 1:41 am

HELLO!!
Bem-vindas ao Capitulo 25!

mafafaaa escreveu:
Olá again!

OMG! OMFG!
Estás a gozar?! Vou ter a mesma reacção que a MajoLin xD

misa3000 escreveu:
- Por ajudar? – perguntou MajoLin, a guarda, sem se conseguir conter – Foste castigada por ajudar?

Esta mesmo Very Happy

Detesto aquela bruxa idiota! Mas quem é ela afinal? -.-'
Espero que no próximo capítulo, alguma das bruxas pergunte porque ela ficou naquela situação, a ver se se desmascara finalmente a rainha aka pega xD

Já agora, não sei se reparas-te, mas no principio do capitulo repetias constantemente a palavra "ruiva" quando querias falar da Dó, chegando a usá-la duas vezes na mesma frase. É só uma atençãozita Wink

Beijinhos e até ao próximo capítulo ^^

Respondendo às tuas perguntas... Qual bruxa? A Rainha? Ela é mesmo muito... "Inocente", creio que seja a palavra mais adequada...
Se alguém pergunta-se depois como é que eu tinha pano para mangas? A história tem de render!
Obrigada pela correcção! Eu já corrigi isso! Eu não tenho realmente nenhuma beta, para me ler as historias e corrigir e, por muito que leia e re-leia os capítulos, escapa sempre algo!

I_Moreira escreveu:
Pobrezinha da Doremi :X
Não é junsto !
GENTE MALVADA !-.-
Não gosto nada disso !

N pares assim...
Quero mais coisinhas*.*
Escreve mais escreve^^

Justo? Podendo correr o risco de ser confundida com a minha versão de Doremi, terei de dizer: O Mundo é Injusto!
Gente Malvada? Não podia estar mais de acordo. Adoro personagens más! São sempre tão divertidas de imaginar, mas tenho de confessar que até mesmo eu, tenho um certo problema com a Madame.
Mais coisinhas a caminho!


Ok. Primeiro desculpem! Eu sei que disse que postaria rapidamente, mas tive uma semana um pouco agitada... Recebi finalmente o horário do curso novo e estou um pouco em pânico (miúda nova, no meio do semestre [por acaso é o inicio do 2º mas vocês percebem], cair no meio de uma turma, com os grupinhos já todos formados e assim... Pânico!!!). Também foi uma semana de diversão, no entanto. Fui sair para uma conversa animada com duas amigas que já não via à algum tempo e hoje fomos ver o Black Swan - Cisne Negro (VÃO VER!!!!!!! É LINDO!!!! PERFEITO!!!!!! MARAVILHOSO!!!!!).
Passando à frente...
Este é o ultimo da série Convocadas. E, não... eu não acredito em dar respostas à primeira! Smile

HAVE FUN!!!

25º CAPITULO - Convocada parte4

Ainda olhavam para o ecrã.

Não sabiam o que haviam de fazer. Isto nunca figurara em qualquer dos pensamentos imaginativos que lhe tinham dedicado.

A guarda afastou-se da cadeira, rebaixando as lanças. Elas, melhor que ninguém, percebiam sacrifícios. Não se conseguia chegar à posição de guarda, sem os compreender. Mas isto? Isto era incompreensível. Elas entendiam sacrifícios, mas sacrificar a infância não era um sacrifício. Era um crime. Era tortura. Tortura que somente pessoas fortes sobreviviam. Sobreviventes.

Para a guarda, Doremi Harukase era uma sobrevivente.

MajoHearth por outro lado, tinha-se mais uma vez aproximado da ruiva. Ajoelhando-se ao pé dela, observou cuidadosamente as cicatrizes descobertas. Doremi observava curiosamente, sem saber ao certo que vinha dali, mas sem o demonstrar.

- Não são as únicas, pois não? – Doremi não respondeu a obviamente pergunta retórica, mas a questão chamou a atenção da corte, que ainda mantinha os olhos no ecrã – Nós apenas descobrimos algumas. Quantas mais?

- MajoHearth?

MajoHearth levantou-se caminhado para o centro do conselho. Repentinamente parou e virou-se para a ruiva antes de exigir:

- Aquilo não foi o pior. Quero saber qual foi o pior!

O ecrã iluminou-se novamente.

Desta vez as bruxas surpreenderam-se ao se verem no meio de uma gruta escura. Pequenas labaredas de fogo, iluminavam as paredes. Em frente a uma mesa cheia de ervas e armas, estava Doremi.

Aparentava ter cerca de 15 anos, embora fosse difícil perceber alguma coisa quando a pele estava coberta de sangue e fuligem. O cabelo estava solto todo emaranhando e sujo de sangue seco. As calças de cabedal estavam todas retalhadas e o top do mesmo material tinha sido reduzido quase a um soutien de desporto.

Ela estava pendurada pelos pulsos, presa por uma espécie de algemas que a seguravam ao tecto com correntes. Sangue escorria dos pulsos caindo em gotas pesadas sobre a cabeça caída. Os braços estavam golpeados quase em carne viva. O ombro estava queimado como se alguém lhe tivesse mandando com bolas de fogo. A cara escorria sangue pelos três golpes na testa e a bochecha estava em carne viva, completamente queimada. Uma adaga estava espetada na barriga lisa da ruiva misturando-se com outros cortes ainda a escorrer sangue. As pernas também estavam retalhadas e a dobra dos joelhos cortada, impendido a ruiva de apoiar o peso sobre as pernas.

A corte observava a imagem, enojadas. Aquilo era doloroso. Doloroso só de ver.

- Então? Já dói?

As bruxas olharam para o lado esquerdo do ecrã vendo um homem de camisa e calças pretas tomar a sala em passos largos, mantendo os olhos na ruiva. Quando não recebeu qualquer resposta o homem suspirou. Depois, sorriu maleficamente e formou uma bola de energia negra e lançou-a na direcção do ombro, já magoado, da ruiva.

A bola embateu no ombro, fazendo a ruiva encolher-se levemente. Depois e ainda com fumo da sair da ferida lançou a cabeça para trás e começou a rir sobre o olhar espantado da corte.

- A tortura já te levou à loucura? – perguntou o homem – Nunca pensei que fosses tão rápida. Afinal de contas tenho perante mim a mulher que meteu o nosso mundo a tremer de medo. – disse num tom mordaz começando a bater palmas – A General Ginger!

Aproximando-se da ruiva pegou-lhe na cara puxando-a para si:

- Diz-me Ginger, como é te sentes ao matar?

A ruiva observou-o antes de cuspir na cara dele. O homem afastou-se rapidamente limpando a cara com a manga enojado. Depois com os olhos a faiscar de raiva lançou mais uma bola de energia, desta vez na direcção da barriga dela.


- Bolas Doremi! – exclamou Momoko irritada com o que via – Não sabes estar quieta?

O homem aparentemente também achava o mesmo uma vez que continuou a lançar as bolas de energia. Uma atrás da outra. Quando a ruiva após cinco minutos do tratamento continuava sem reagir, o homem berrou irritado:

- GRITA GINGER! EU QUERO OUVIR-TE A GRITAR!

Pegando numa besta em cima da mesa, carregou-a e aproximando-se da ruiva encostando a ponta da seta contra o peito dela.

- Ultima oportunidade Ginger. Grita!

A ruiva olhou para ele antes de murmurar claramente:

- Vai para o inferno.

- Já cá estamos Ginger. – respondeu o homem, antes de premir o gatilho.

As bruxas suspiraram horrorizadas quando a seta se premiu no peito dela, cortando caminho até parar, espetada na carne. Imediatamente a respiração da ruiva começou a sair forçada, quase aos soluços, tentando utilizar o pulmão que tinha acabado de ser perfurado. No entanto o homem continuava a olhar desconsertado e irritado.

A ruiva não tinha gritado.

- Porque é que não gritas! – exclamou frustrado.

- Porque…. Tu, n..não vales.. os me..meus gritos! – disse ela entre respirações forçadas.

O homem pareceu algo espantado por ela ainda conseguir falar. Depois começou a deambular pela sala observando as armas espalhadas pelas paredes e mesas. A única coisa que se ouvia era o som dos passos dele e as respirações entrecortadas de Doremi. Parecendo ter uma ideia o homem aproximou-se da mesa perto da ruiva, pegado num punhal afiado de prata. Depois aproximou-se da ruiva:

- Onde está o teu exercito Ginger? – perguntou ele circulando-a – Ou tu vales assim tão pouco que nem o teu próprio exercito procura salvar a sua general?

- Morde-me. – cuspiu Doremi.

- Prefiro esfolar-te Ginger. – disse aproximando o punhal da barriga dela e começando a cravar a lamina na pele começando a arrasta-la para cima, retirando a pele. Ele estava a esfola-la a retirar-lhe a pele.

- Grita Ginger! GRITA!

Com a visão do sangue a escorrer a imagem começou a escurecer, terminando a memória.


O silêncio era tumular.

- O que aconteceu? Como sais-te dali? – perguntou Bibi sem se conseguir conter.

- O meu exército encontrou-me. Matou o demónio e levou-me para – tossiu levemente antes de responder no tom mais mordaz que conseguia – "segurança".

As bruxas viraram-se algo espantadas por a ruiva responder, tentando sair do estupor em que tinham caído.

- Como é que ainda estás viva? – perguntou uma das bruxas do conselho, espantada.

O ecrã voltou a tornar-se negro com a aparição de outra memória.

O ecrã agora mostrava um quarto com cerca de quatro camas individuais. Numa delas Doremi, de cerca de 15 anos, estava encolhida de pernas encolhidas contra o peito e de costas nuas. Uma rapariga de cabelo negro comprido estava inclinada sobre as costas dela, passando um pano por pequenas linhas entrecruzadas de feridas. Um rapaz loiro estava sentado ao lado dela servindo de apoio (ela estava a apoiar-se nele, encostando a cabeça no ombro dele) e murmurando alguma coisa obviamente engraçada pelo sorriso da ruiva. Uma rapariga de cabelo pintando de rosa florescente sorria sentada numa outra cama.

- Eu não sei do que é que vocês se estão a rir! – exclamou a rapariga de cabelo negro, franzindo o sobrolho perante as feridas que tratava.

- Tens de confessar que ver a Madame assim, teve piada, Liza! – exclamou o rapaz com os olhos mel a brilharem.

- Sim, claro – respondeu Liza a revirar os olhos – Aposto como estas feridas também são super-engraçadas, Ginger!

- Devias parar de resmungar Liza! – disse a rapariga de cabelo rosa – Ainda ficas cheia de rugas!

Liza parou o trabalho nas costas da ruiva olhando para os amigos, horrorizada.

- Ela não está a falar a serio pois não?

Doremi revirou os olhos:

- Belo Pink. Agora ela nunca mais acaba o curativo! – resmungou.

A rapariga sorriu sobre as gargalhadas do rapaz. Subitamente a porta do quarto é aberta deixando passar uma rapariga morena de porte de amazona.

- Parabéns Ginger! – resmunga antes de se atirar para cima da cama onde Pink estava sentada.

- Obrigada! – responde Doremi com um sorriso – Posso saber, exactamente porquê?

A rapariga virou-se de barriga para baixo, para puder encarar os amigos.

- Nunca vi a Madame tão furiosa! Nunca!

- É um prazer irritar! – exclama a ruiva.

O grupo ri às gargalhadas, como se aquilo fosse uma espécie de piada secreta.

- Mas, - disse a rapariga amazona – sabes o que ainda não entendi?

- Como bater à porta? – questionou o rapaz revirando os olhos.

- Calado Mark! – rosnou a rapariga. – O que eu ainda não percebi é como é que ela ainda não te matou?

- Eu também gostava de saber isso! – exclamou um outro rapaz, moreno e musculado, ao entrar no quarto.

- Hey Leo. – cumprimentou a ruiva, antes de responder – Eu sou assim tão especial!

Os amigos voltaram a rir. O rapaz, Leo sentou-se ao lado de Liza, franzindo os olhos questionadoramente ao ver a rapariga olhar meticulosamente para o seu reflexo. Depois encolheu os ombros passando a observar as feridas que agora Mark tratava nas costas da ruiva.

- Bolas Ginger! – exclamou ele – Nunca a tinha visto utilizar o chicote assim!

A ruiva revirou os olhos, antes de semicerra-los ao sentir o pano pousar mais fortemente em cima de uma das feridas.

- Mas como eu estava a dizer… - continuou a rapariga antes de ver que os amigos não lhe ligavam nenhuma – HEY!

- Que foi Kim? – perguntou Liza.

- Ainda não responderam à minha pergunta! Porquê é que ela ainda não te matou?

- Também estou um pouco curiosa sobre isso. – disse Pink – Afinal de contas, se fosse qualquer outra pessoa a desafia-la assim já estava a 7 palmos da terra à anos!

- Ela nunca me vai matar. – disse Doremi chamando a atenção do grupo – Sou demasiado importante para ela.

Perante os olhares dos amigos ela encolheu os ombros, algo rigidamente.

- É verdade. Ela própria me disse – disse com um olhar distante –, já muitos anos, que a única razão por que não me matava é porque ainda precisava de mim. Por isso é que me posso arriscar a fazer isto. Ela nunca me vai tocar.


Quando a memória acabou abruptamente a corte virou-se para a ruiva que observava o ecrã com o mesmo olhar distante que tinha na memória.

Bibi observava o ecrã pensativamente enquanto a Rainha e o conselho se viravam para a ruiva.

- O que queres dizer com isso? – perguntou a Rainha – Em que é que ela te pretende utilizar?

- O que é que o rapaz quis dizer com chicote? – perguntou MajoHearth.

- Quem eram estás crianças?

- Onde é que vocês estão?

- Responde Harukase!

Bibi avançou rapidamente por entre o conselho, parando com o rodopio de perguntas que lançavam na direcção da sua irmã. A Rainha observou-a curiosamente ao vê-la dirigir-se a si, encolhendo-se para ouvir o que a rapariga lhe sussurrava ao ouvido.

- Porquê? – perguntou depois de ouvir a ruivinha.

Bibi apenas olhou para a ruiva, pedindo com os olhos, que a Rainha fizesse o que lhe tinha pedido.

- Ok… - disse a Rainha antes de se virar para a Doremi – Quem é o Mark?

A ruiva arregalou os olhos, perdendo o ar distante que mantivera até então. Quando o ecrã começou a formar imagens ela murmurou:

- Não…

O ecrã mostrava o pátio interior. Conseguiam ver ao fundo as crianças mais novas a treinarem posições de luta. No primeiro plano de imagem pares de crianças de cerca de 13, 14, 15 anos a combaterem em duelos mágicos.

- Não…

Mark estava em frente a Doremi. Um dos lacaios da Madame estava em pé ao lado dela.

- Por favor, não…

- A Madame disse que tinhas de o fazer.

A rapariga ignorou o lacaio, fazendo orelhas moucas.

- Não.

- Não faz mal Ginger. – disse Mark.

- Não!

- Claro que faz!

- Não, não faz! – disse ele sorrindo – Eu conf…


- NÃO!

As bruxas tiveram de tapar os olhos com a súbita emissão de luz. O ecrã começou a derreter embora ninguém o conseguisse ver. Todos os olhos estavam semicerrados tentando ver. Tentando observar a ruiva. Apenas os membros da guarda que estavam mais próximos conseguiram observar alguma coisa. Observar quando a pele da ruiva se tornou fogo, alastrando-se por todo o corpo. Vendo-a quando esse fogo começou a emitir uma luz alaranjada fortíssima, tomando a sala toda. Quando o fogo começou a derreter as supostamente invencíveis correntes. Quando a cadeira foi tomada por este poder e foi reduzida a cinzas.

Quando a luz finalmente acabou, Doremi Harukase, erguia-se em toda a sua forma com as roupas e pele queimadas, arfando levemente. Os olhos ainda tomados pelo fogo, ardiam de raiva.

- Dodó. – rosnou.

Algumas bruxas tentaram aproximar-se apenas para serem repelidas por uma espécie de barreira. Uma barreira que nem a própria ruiva estava alertada sobre. Uma barreira controlada apenas pela sua raiva.

Uma luz cor-de-rosa tomou a sala, com a aparição da pequena fada que, assim que apareceu completamente na sala e se apercebeu do estado da sua companheira, concentrou-se e, numa luz igualmente cor-de-rosa, bruxa e fada desapareceram num instante.

Por momentos a sala do trono estava silenciosa, espantada com esta demonstração de poder. Depois, o inferno estoirou.



- Já vai!

O rapaz abriu a porta da rua sorridente, antes de tomar em atenção a rapariga que estava à sua frente. Assim que o fez, pegou nos braços da rapariga ferida puxando-a para dentro.

- Hey meu, quem era?

O rapaz olhou por cima da cabeça da rapariga que abraçava, deixando-a chorar à vontade no seu peito, com os olhos a brilharem cheios de raiva para o amigo, que olhava agora preocupado para a rapariga:

- Descobre-as!


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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Fev 06, 2011 9:55 pm

Olá!

Grande capitulo. Acho que foi o que gostei mais até agora. Foi forte mesmo Wink Muito bom!
O Mark foi o rapaz que morreu por causa dela, não é?
Acho que sim xD

Acreditas que comecei a tremer na parte em que o homem estava a esfoleá-la? É que tipo, ninguém no seu perfeito juizo não iria gritar naquela situação. Alias, ela ter sobrevivido é tipo ohh?! como é possivel?!

Fora isso, quero saber como vão reagir o resto das meninas quando voltarem a ver a Dó ^^

Beijinhos ^^
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 07, 2011 7:24 pm

Tal como a Mafafaa, este foi o melhor capítulo !
Estou muito ansiosa por ler o próximo !
A Dó é uma lutadora !
Não entendo também como ela não morreu :X Ela é o meu idolo*-*
ADORO A DÓ !

O Mark não morreu por causa dela :X
Os demónios é que a obrigaram a disparar e ela matou-o...tadinha...sofreu muito =(

A Dó foi para casa do seu amigo Tetsuya não foi?

Quero mais^^

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 07, 2011 8:10 pm

I_Moreira escreveu:


O Mark não morreu por causa dela :X
Os demónios é que a obrigaram a disparar e ela matou-o...tadinha...sofreu muito =(

A Dó foi para casa do seu amigo Tetsuya não foi?

Quero mais^^

É isso, tens razão ^^ Thanks Wink

E sim, pelo menos é essa a impressão que dá.
Mas agora que me lembro, quando ela foi para lá, o feitiço para se ver todas as cicatrizes ainda estava activo Surprised O Tetsuya deve ter apanhado um grande choque :/
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 07, 2011 8:12 pm

Será que o Tetsuya conseguiu ver o que ela estava a passar?
:X
Tadinha...

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 07, 2011 8:18 pm

misa3000 escreveu:
O rapaz abriu a porta da rua sorridente, antes de tomar em atenção a rapariga que estava à sua frente. Assim que o fez, pegou nos braços da rapariga ferida puxando-a para dentro.

Parece que sim, embora ainda não tenha mesmo notado em todas as cicatrizes, só numa ou outra que as bruxas lhe fizeram com as lanças D:
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Seg Fev 14, 2011 1:07 pm

misa3000 escreveu:
Respondendo a reviews!Smile

Tinoco-chan escreveu:

Ora boas
Eu sou aquela que e conhecida por ler toda a fic que aparece quando nao tem mais nada para fazer xD
Enfim. Eu confesso que esta é a primeira vez que leio fics de Doremi, e apenas consegui ler o prologo ainda, porque ando com muita perguiça, tanto para escrever, tanto para ler. Eu, como ja vi q a tua ta muito avançada, vou lendo devagar para ir comentando à medida que leio.
Contudo, do que li, tenho algumas coisinhas a dizer-te ^^
Devias ter começado por fazer um indice. Por exemplo eu agora cheguei aqui e fiquei muito perdida. O primieiro tópico no qual meteste o prólogo, deveria ter sido logo com o indice, para que assim, um novo leitor saiba quantos capitulos ja publicaste, e em que paginas eles estao localizados.
Em segundo, e isso considerei muito bem, a introduçao que fizeste. Teres começado por dizer quem sao as personagens e as suas características foi muito inteligente da tua parte ^^
E gostei muito da maneira como escreveste o prólogo. Só tenho uma coisinha a apontar ^^'

"Talvez á 5 anos atrás " Aqui "à" é com "há".
De resto, depois a medida que for lendo vou dizendo mais coisnhas ^^
Jokinhas, e continua a escrever ^^ Quero depois ver o fim desta fic ^^

Hey! Bem vinda a Olhos Que Não Vêem! Fico mesmo feliz que estejas a gostar do que já leste!
Vou tentar por um índice no primeiro post, bgd por pedires. Esta é a minha primeira experiência a postar fics em fóruns e agradeço todas as dicas Wink.
E agradeço sempre correcções para melhor o meu português! BGD!
Diverte-te com a continuação da historias! Very Happy

(depois de quase dois meses (e para veres o quao atenta ando nos foruns x.x)
Nao tens de agradecer Wink a primeira vez que se posta uma fic é sempre alvo de algumas críticas. Eu lembro-me de ter sido muito criticada, e pronto, agora tento nao cometer os erros do passado. Vais ver que com o tempo e com a experiencia vais apanhando o meio e a forma como isto funciona Wink
Quanto ao portugues, eu vou-te dizendo(eu admito, ainda nao passei do prologo, mas mais por falta de tempo. Eu juro que se conseguir, leio hoje dois caps ^^
Agora força nisso, e mesmo que recebas criticas negativas(o que eu nao acredito que va aconrtecer) Continua sempre Wink
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Fev 27, 2011 3:20 am

hi Oi... (tentando esconder-me de leitoras irritadas com a demora... acenando a bandeira branca medo )

Eu sei que estou mega atrasada! Tivemos uma altura chata para ter um capitulo intenso para escrever. Comecei as aulas novas, tive uma crise com os sisos (ainda por resolver), o pc continua a mesma treta, tive um livro a irritar-me para depois adora-lo. Enfim um corropio de coisas que me dificultou mesmo a vida.

Este é um capitulo de transição. Sorry. O_O
O proximo compensa! Juro!!

Agora... Respondendo a comentários... Por falar nisso, voçês divertiram-se neste capitulo ah? saltitar


mafafaaa escreveu:
Olá!

Grande capitulo. Acho que foi o que gostei mais até agora. Foi forte mesmo Wink Muito bom!
O Mark foi o rapaz que morreu por causa dela, não é?
Acho que sim xD

Acreditas que comecei a tremer na parte em que o homem estava a esfoleá-la? É que tipo, ninguém no seu perfeito juizo não iria gritar naquela situação. Alias, ela ter sobrevivido é tipo ohh?! como é possivel?!

Fora isso, quero saber como vão reagir o resto das meninas quando voltarem a ver a Dó ^^

Beijinhos ^^

Eu adorei escrever esse capitulo! Tinha-o planeado à meses!! Foi - acho - o momento pelo qual a história nasceu. Tive assim uma ideia da Doremi a ser torturada e a história começou a crescer à volta disso até se transformar em OQNV.
Sim foi o Mark. Iremos ainda saber mais sobre ele.
Ela sobrevive! Se ela não sobrevive-se eu não teria heroina e OQNV não existia! ELA TEM DE EXISTIR!!! (chilique total!)

I_Moreira escreveu:
Tal como a Mafafaa, este foi o melhor capítulo !
Estou muito ansiosa por ler o próximo !
A Dó é uma lutadora !
Não entendo também como ela não morreu :X Ela é o meu idolo*-*
ADORO A DÓ !

O Mark não morreu por causa dela :X
Os demónios é que a obrigaram a disparar e ela matou-o...tadinha...sofreu muito =(

A Dó foi para casa do seu amigo Tetsuya não foi?

Quero mais^^

Proximo já aqui!
Eu também adoro a Dó! Ela não é demais?? happy2
Claro que ela foi para o Tetsuya! Wink


Em relação à vossa duvida do "ferida - não ferida" - Sim o feitiço ainda estava activo.

Tinoco-chan escreveu:
(depois de quase dois meses (e para veres o quao atenta ando nos foruns x.x)
Nao tens de agradecer a primeira vez que se posta uma fic é sempre alvo de algumas críticas. Eu lembro-me de ter sido muito criticada, e pronto, agora tento nao cometer os erros do passado. Vais ver que com o tempo e com a experiencia vais apanhando o meio e a forma como isto funciona
Quanto ao portugues, eu vou-te dizendo(eu admito, ainda nao passei do prologo, mas mais por falta de tempo. Eu juro que se conseguir, leio hoje dois caps ^^
Agora força nisso, e mesmo que recebas criticas negativas(o que eu nao acredito que va aconrtecer) Continua sempre

Fico feliz estejas a ler. E como de sempre agradeço os conselhos e o português (ainda - infelizmente - sem beta). Continuando a escrever deste lado!


BEM... Sem mais demoras (para não ser apedrajada) aqui vai o CAPITULO!!

26º CAPITULO - Conforto



POV Emilie Fujiwara

Entramos na loja a correr, saídas do portal.

- Ela não está aqui! – gritou Nicole, percorrendo os diversos andares da loja.

- Estavas à espera que ela estivesse aqui? – perguntou Sophie mordaz – Por favor!

Sentei-me numa das mesas vazias da sala principal. Elas não podiam parar de discutir? Elas não tinham acabado de ver aquilo tudo?

- Parem com isso! – exclamou Sophie – Parecem um bando de idiotas atrás da miss "desesperada por atenção"!

O som de um estalo percorreu o silêncio que havia caído na sala após o comentário. Momoko respirava pesadamente ainda com a mão erguida.

- Nunca – disse com a voz perigosamente baixa – digas algo assim, acerca da Doremi.

Hanna e Bibi aproximaram-se dela, pousando as mãos nos seus ombros. Bibi começou a puxa-la levemente para uma mesa mais afastada.

Sophie levantou-se ainda com a mão na cara.

- QUEM é que vocês pensam que são!

Levantei-me pronta a ir acalmar os ânimos mas Hanna bateu-me:

- NÃO! – gritou – Quem é que tu pensas que és? És assim tão cabra que vês algo como aquilo e nem piscas os olhos?

Pisquei os olhos perante o som furioso das suas palavras, mal ligando ao facto de ela estar a usar palavras pouco próprias para os seus 8 anos.

- HANNAH CALA-TE! – gritou Sophie aproximando-se dela de mão erguida.

Um raio, criando do puro ar, acertou a um milímetro do pé da morena. Momoko.

- O que pensas que estás a fazer Seno? – perguntou a loira com uma voz perigosa – Ias bater na Hanna?

- Eu… - Sophie olhava entre mim e elas, algo perdida. Depois ergueu os ombros – Ela estava a ser uma pirralha!

- Não! – exclamou Momoko – Não, não estava! Estava a ser verdadeira e a disser aquilo que todas nós estamos a pensar!

- Como é que te atreves! – gritou Sophie.

- Atrevendo-me! – gritou também Momoko.

- Meninas… - tentei acabar com a discussão mas Nicole apareceu atrás de mim pousando uma mão no meu ombro impedindo-me.

- CALEM-SE! – gritou Bibi sentada no seu banco – Simplesmente calem-se! Vocês… - a voz falhou levemente quando baixou a cabeça - …simplesmente calem-se.

Sophie parecia pronta a começar a discutir novamente quando uma nova voz interrompeu-a.

- Bem dito, mini cabeça-de-fogo.

Virei-me rapidamente. Masaru…

- Masaru… O que estás aqui a fazer?

- Não é um bom momento Yada! – gritou Sophie – Desaparece!

Masaru olhou para nós as duas, com os olhos a nadarem em raiva. Reparei que vestia um casaco pesado preto e tinha acabado de pousar uma mochila, aparentemente cheia.

- Se a minha mãe não me tivesse educado tão bem, respondia-te Seno. – resmungou ele – Além disso estou com o tempo contado.

Ia a abrir a boca pronta a perguntar o que ele queria dizer com isso, quando ele começou a avançar na direcção onde Momoko, Hanna e Bibi estavam sentadas.

- Meninas. – disse ele sentando-se no banco oposto ao de Bibi.

- Como é que ela está? – perguntou Bibi imediatamente.

Ela? Ele… Ele sabia onde ela estava. Claro… Eu… "Não!"pensei. "Não… Ela não tem nada com ele, eles são só amigos…".

Tentei aproximar-me mas, os olhos dele faiscaram na direcção dos meus com um aviso. Parei, algo impressionada com a força daquelas orbes verdes que tanto gostava.

Ele retirou um envelope branco de dentro do casaco, estendendo-o na direcção da Momoko.

- Entrega isto ao director da escola, por favor. Sem perguntas. – pediu quando viu Momoko pronta a começar a falar.

- Ok… - disse ela guardando o envelope.

- Eu não diria que ela está bem, mas estamos a resolver o assunto.

Estamos? "Ah… Ele e o Kotake…Claro...". Não sabia porque é que aquilo me irritava tanto.

- Mas… - insistiu Bibi com a voz a tremer.

Masaru levantou-se dando a volta à mesa. Postando-se entre Bibi e Hanna, ajoelhou-se ficando com os olhos ao nível dos delas.

- Ouçam, – disse ele com a voz calma – ela vai ficar em bem.

Elas olharam para ele com os olhos molhados. Aproximei-me sabendo que ele não saberia como lidar com duas meninas em lágrimas mas parei espantada ao vê-lo retirar de dentro do bolso dois lenços e distribui-los.

- Loirinha – disse ele, chamando a atenção de Hanna – Ela está apenas um pouco chateada. – disse sorrindo levemente. Depois retirou de dentro do bolso interior do casaco um botão de rosa azul, entregando-lhe – Dela. – declarou.

Hanna sorriu levemente, levantando-se. Depois começou a subir as escadas que levavam ao seu quarto.

Masaru ainda ajoelhado abriu os braços, deixando Bibi abraça-lo. Oferecendo conforto.

Era algo estranho, vê-lo a conforta-la.

- Por vezes nós esquecemo-nos não é?

Virei a cabeça ao ouvir o sussurro, vendo Nicole ao meu lado. Ela sorriu antes de continuar:

- Ela é tão forte, tão inteligente, que é fácil esquecermo-nos que ela só tem 13 anos.

Acenei brevemente antes de voltar a observar o Masaru que sussurrava algo ao ouvido de Bibi. Ela deu um pequeno sorriso embora continuasse com os olhos bem fechados e com os braços entrelaçados no pescoço do moreno. Depois ela suspirou e soltou-se, deixando Masaru levantar-se.

- Ok. – disse ele, começando à procura de alguma coisa, nos bolsos do casaco. Uns segundos depois, retirou um outro envelope – desta vez de um tom rosado – entregando-o a Bibi.

Bibi olhou solenemente para o envelope antes de acenar com a cabeça. Masaru sorriu.

- Assim é que é mini cabeça-de-fogo!

Acenando a Bibi e a Momoko, pegou na mochila e saiu porta fora.

Momoko passou os braços pelos ombros de Bibi, dando-lhe um abraço leve antes de a arrastar para a cozinha.

Sophie começou a resmungar novamente e, Nicole desapareceu de vista. Fiquei parada, em pé, em frente à porta.

Ele não me tinha dispensado uma palavra. Ele… Ele estava tão frio. "Não…" pensei abanado a cabeça. "Ele não estava frio." pensei recordando os momentos doces que tinha tido com Bibi e com Hanna. Porque é que me parecia tão surpreendente vê-lo sobre esta luz. Sobre a luz que o tornava doce e amável.

De certo modo, eu sempre o vi assim. Então porque é que me deixei ficar tão surpreendida com isso? Por vê-lo ser aquilo que sempre soube que era?

Pousei a mão sobre o coração. "Pois era", pensei. O problema é que não tinha sido por mim. Não foi por mim que ele foi assim.

Porque é que doía tanto admitir isso? E, porque é que me surpreendia tanto?


POV Bibi Harukase

Sentei-me à mesa da cozinha. Momoko tinha-se posto em frente ao fogão e pelo cheiro que começava a pairar no ar, ela estava a fazer chocolate quente.

A Momo fazia sempre chocolate quente quando estávamos em crise.

Revirei o envelope nas minhas mãos.

- Posso ajudar nalguma coisa? – ouvi Nicole a perguntar.

Uma caneca branca foi pousada à minha frente e ouvi a Momoko responder-lhe:

- Podes levar uma caneca de chocolate à Hanna? – as palavras "e vê como ela está" ficaram implícitas.

Ouvi os saltos altos de Nicole desaparecerem escadas a cima e, o banco à minha frente ser arrastado pela Momo, quando ela se sentou.

Deixei os cheiros envolverem-me. O chocolate, as flores que sempre tiveram lugar nesta casa, o perfume da Nicole, o cheiro da fruta fresca sempre acessível no centro da mesa. Era onde nós pertencíamos. Onde, eu pertencia.

Olhei novamente para a carta, antes de aproxima-la do rosto inspirando o seu cheiro. Aqui estava o que faltava. O cheiro que faltava a este lugar. O perfume a jasmim que sempre lhe pertenceu. Doremi.

Sempre foi o perfume dela. Até mesmo antes disto tudo. Quando éramos pequenas e eu tinha medo do escuro, podia sempre ir para o quarto dela e enroscar-me contra ela e, quando ela me abraçava e me dizia que estava tudo bem, deixava-me envolver por aquele perfume, tão exótico e perfeito.

Quando ela foi levada, escondi-me no quarto dela, todas as noites, durante semanas, deixando-me envolver pelo perfume, deixando-me confortar com esta fragrância tão dela.

Eu precisava dela. Sempre precisei.

FLASHBACK

O Yada abriu os braços deixando-me cair em cima dele. Abraçando-me. Senti uma das mãos dele fazer-me festas nas costas.

- Ela adora-te mini cabeça-de-fogo! – disse ao meu ouvido – Ela não está chateada contigo, por teres falado com a Rainha.

- Mas…

- Não. – disse ele – Ela tem os seus problemas com a Rainha, mas não os tem contigo. Ela adora-te mini cabeça-de-fogo, ela só precisa de tempo.

Acenei antes de sair do abraço.

Ele sorriu-me acenado com a cabeça e saiu porta fora.


Eu precisava da minha irmã…

- Bibi…

Olhei para cima vendo a Momoko observar-me com olhos suaves.

- Ela adora-te Bibi. Tu és uma das pessoas mais importantes para ela.

- Mas é suficiente?

- Bibi…

- Não Momo – respondi agarrando a carta mais fortemente – e, se não for suficiente.

- Bibi. – pediu a Momoko – Ela é a tua irmã. Ela obviamente sofreu muito e, não estou a falar só do que nós vimos nas memórias. Mas, ela é a Doremi. Ela adora-te. Isso nunca irá mudar.

Limpei a lágrima que tinha conseguido escapar, deixando escapar um sorriso.

- Obrigada Momo.



Sentei-me à porta de casa sem coragem para entrar.

A Momoko tinha falado comigo durante algum tempo, mas era tempo de voltar a casa. Mas, de algum modo, não conseguia arranjar coragem para entrar dentro de casa. Fazia-me sentir pequena. Muito pequena. Em, especial quando comparava com a coragem de Doremi. Por aquilo que vi das memórias, eu apenas podia aspirar um dia ser tão corajosa como ela.

Peguei na carta já amachucada, pelas minhas mãos ansiosas. Agora era uma altura tão boa como qualquer outra, para a abrir.

Fiquei a olhar para a folha de papel rosada durante uns minutos, sem realmente a ler. Era curta, com as letras em tinta preta a brilharam, naquela escrita elegante, inclinada, bem desenhada.

Comecei a ler:

«Bibi.

Tu és a minha irmã. Sempre. E, eu adoro-te.

Volto depressa.

Falamos depois.»

Sorri entre as lágrimas. Foi a Doremi que a escreveu. Não há dúvidas.

- Bibi…

Olhei para trás vendo a mãe a olhar para mim. Os olhos dela estavam molhados.

- Mamã! – exclamei antes de me atirar contra ela em pranto.

"Falamos quando voltares Dó…"


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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Fev 27, 2011 11:35 am

Que capítulo bonito^^
A Bibi tem muita sorte em ter a Dó como irmã*-*
Ainda bem que já tá quase toda a gente do lado da Dó ! Exepto a Sofia, mas de resto está toda a gente..ok a Emily ainda está meia coisa, mas isso é porque ela tem ciumes do Masaru.
Quanto à Nicol, ainda conitinua em termo mais ou menos intermédio, apesar de se preocupar com a Hanna e a Bibi*-*
Oooh*-*
Gostei imenso*-*

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sab Mar 19, 2011 9:51 pm

OI!
Eu sei, eu sei... desaparecida em combate! Mas estou a tentar voltar! Very Happy

I_Moreira escreveu:
Que capítulo bonito^^
A Bibi tem muita sorte em ter a Dó como irmã*-*
Ainda bem que já tá quase toda a gente do lado da Dó ! Exepto a Sofia, mas de resto está toda a gente..ok a Emily ainda está meia coisa, mas isso é porque ela tem ciumes do Masaru.
Quanto à Nicol, ainda conitinua em termo mais ou menos intermédio, apesar de se preocupar com a Hanna e a Bibi*-*
Oooh*-*
Gostei imenso*-*
BGD!
Eu adoro a relação entre a Bibi e a Doremi. Aliás um dos meus episodios favoritos é aquele na 2º temporada, sobre o piano, em que a Doremi deixa de lado o seu "odio" pelo instrumento para que a irmã possa aprender.
A Nicole sempre foi para ser neutra, ela não percebe o que realmente nenhuma delas tem a ver com o assunto mas ela propria inclina-se mais para o lado da Dó.
Baci!


27º CAPITULO - Estava lá, mas não sabia onde estava



POV Masaru Yada

Viajar num autocarro fazia-me sempre pensar. Principalmente, quando tinha tanto na minha mente para remoer.

Uma vez a Dó disse-me que um autocarro era uma amálgama de pessoas, numa metáfora de mundo. Que foi num autocarro a primeira vez que ela se sentiu livre. Na altura achei que era um pensamento típico de novela mexicana. Pior! Pensamento típico da protagonista angustiada, e emocional da dita novela mexicana. Pior ainda; continuo a pensar nisso.

Não que eu não veja isso. Não! Sentando no banco de trás do autocarro, consigo observar isso. Mas, não é bem isso que vejo. Prefiro pensar nas pessoas nos autocarros como autoras de Possibilidades. Cada uma delas vai para um sitio diferente e é o autocarro que lhes trás essa possibilidade.

Porque estou eu a pensar nisso?

Porque, é muito melhor que ter de pensar no que acabou de acontecer com a Dó.

- Psh… Está tudo bem?

A voz sussurrada do Kotake quebrou qualquer pensamento. Franzi a sobrancelha à pergunta.

- Estavas com cara de "pensamentos homicidas".

Acenei brevemente, antes de apontar com a cabeça para a ruiva que finalmente tinha adormecido, encostada ao Kotake.

Ele simplesmente olhou para mim.

Pois… Ela não estava mesmo bem. Podia ter dito isso à loirinha e à mini cabeça-de-fogo mas, era mentira.

Quando tocaram à porta a meio da nossa maratona de Halo, nunca pensei que fosse a Dó. Por isso quando fui ver o que estava a demorar tanto e vi-a a chorar nos braços do Kotake fiquei surpreendido. E, não foi só por ela ter as roupas e pele toda queimada. Nem, foi de ver essa dita pele regenerar-se até só restar uma zona ligeiramente avermelhada. Foi, de vê-la chorar.

Ela é a cabeça-de-fogo. Ela aterroriza o Yan e vive para contar a história. Ela luta com demónios e só se queixa do facto de eles sujarem as suas armas.

Doremi Harukase é o oposto de chorar.

Foi o Kotake que conseguiu arrancar dela o que tinha acontecido. E, tanto ele como eu, queríamos voar dali para fora e começar a rebentar com cabeças. Mas, tínhamos de acalma-la. Foi também o Kotake que tratou disso. Despachou-a para o duche, chamou aquela coisa cor-de-rosa, super irritante…como é mesmo o nome disso… dela…AH! Dodó! Bem, ele chamou a coisa irritante, pediu para lhe fazer um saco com roupas da cabeça-de-fogo e trazer para ali. E, quando a Doremi saiu da casa de banho usando a camisola nomeada "eu-foi-atacada-e-ferida-por-demónios-e-agora-não-tenho-roupa-para-vestir-por-isso-algum-de-vocês-me-empresta-uma-camisola-?", ele e eu já tínhamos os nossos sacos feitos, e a carta ao director escrita.

Foi ela que me pediu para ir falar com a Loira 1, loirinha 2 e, a mini cabeça-de-fogo e entregar-lhes a carta e a flor. Concordei. Ela não queria ir lá e estava demasiado nervosa e em pânico para ser deixada sozinha. E, querendo ou não o meu humor não era realmente apreciado como elemento de conforto. Por isso, lá fui.

Foi difícil. Entrar pela loja dentro e ouvir todas aquelas vozes zangadas. Ver como a Loirinha e a mini cabeça-de-fogo estavam perdidas. Ouvir a cabra da Seno ser… cabra. Ver a Loira 1 tentar controlar-se para não matar ninguém – embora acho que ninguém se importasse se ela fizesse esse servicinho à Seno. Ver a Segawa, manter-se à beira. Ver…

Ver a Emilie. Vê-la tentar parar com aquilo mas, ao mesmo tempo recuar na dúvida se a Seno não teria razão.

No meio disto tudo, era isso que magoava mais. Ver a minha… a Emilie perder os seus valores morais. Quando eu soube da história toda, a Dó nunca me fez sentir como se a Emilie estivesse no lado errado. Pelo contrário. Mas, quando comecei a ver a propaganda, as duvidas, foi cada vez mais difícil acreditar nisso. E, hoje… hoje vi. E, acreditei.

Falei com a loirinha e a mini cabeça-de-fogo. Entreguei-lhes a flor e a carta. Confortei o melhor que pode, o desespero por uma situação que nunca deveria ter existido.

Fui-me embora, sentindo como se tivesse perdido uma batalha mas, tinha agora alguém que precisava de mim. De nós.

E, é por isso que estou aqui. Sentando no banco de trás, ligeiramente rasgado, de um autocarro a viajar para sabe Deus onde, com destino à ultima morada de um tipo que nunca conheci. Estou aqui porque ela é minha amiga e, ela precisa de mim.

E se a velhota do banco C3 parasse de tentar "seduzir-me" o mundo não perdia nada, e seria bem melhor… ARGH!

POV Tetsuya Kotake

Assim que entramos no autocarro, ela deixou-se cair.

Até então, tinha chorado e, depois tinha-se mostrando calma e forte. Escreveu à carta à Bibi, conjurou a rosa para a Hanna, telefonou à mãe e comprou calmamente os bilhetes. Depois quando finalmente nos sentamos ela encostou-se ao meu ombro e começou a chorar silenciosamente.

Agora dormia. Continuava encostada ao meu ombro e cada vez que olhava para baixo ainda conseguia ver a marca de lágrimas naquele rosto de mármore.

Eu não consigo acreditar que aquela mulher se deu a este trabalho todo. Eu não posso crer que ainda continuasse a hastear a bandeira de boazinha depois disto!

Ela já sofreu demais! Não precisa de ser lembrada desses momentos! Não precisa de os reviver! Nem por um conselho cheio de bruxas pretensiosas!

E as meninas? Estou capaz de trucidar a Seno! Não que as outras sejam realmente melhores, mas ela ultrapassa todos os limites!

- Como se chama mesmo o tipo?

Virei-me com cuidado, tentando não incomodar a Dó.

- Mark.

Foi a minha ideia, fazermos agora esta viagem. Depois de reviver aquilo tudo ela precisa de falar com alguém que sabe realmente o que é passar por aquilo e, uma vez que os que ainda estão vivos, estão presos, os mortos terão de ajudar. Além disso… Ela precisava de lidar com a morte dele.

O Yada acenou, antes de se arrepiar todo com a velha que continuava a insistir no flirt. Tentando ignora-la ele pegou nos phones e desligou-se do mundo.

Após um momento e, depois de a velha parar de olhar, deixei-me cair num estado de sono.



Acordei algo confuso. Na janela conseguia ver as silhuetas de árvores, na noite. Os músculos do meu ombro estavam algo doridos. Olhei brevemente para baixo vendo a cabeça da Doremi encostada ao meu braço e ombro. Desviei o olhar para o lado. Yada dormia, com o phones ainda nos ouvidos, enroscado contra a janela, a respirar pesadamente. Os restantes habitantes do autocarro viajam entre estados de sono e inquietação.

Suspirei, sentindo-a enroscar-se mais nos meus braços. Com a mão livre comecei acariciar-lhe o cabelo comprido, brincando com as pontas. A paisagem, um arvoredo intrigado sem fim, não oferecia muito divertimento. Olhei brevemente para o relógio, calculando. Deveríamos lá chegar pela manhã; teríamos de ir para a pensão dormir um pouco e trocar de roupa antes de fazer-mos qualquer coisa.

Subitamente uma mão apareceu, agarrando-me a frente da camisola. Dó.

- Chiiuu… - murmurei contra o seu cabelo, deixando os meus lábios dançarem na sua cabeça – Calma…

Aos poucos senti aquela mesma mão deixar o aperto, pouco a pouco, ficando por fim apenas pousada.

- Desculpa. – ouvi-a murmurar.

Abanei a cabeça, mostrando-lhe que não fazia mal. Depois envolvi-a com os meus braços puxando-a para o meu colo, deixando-a pousar a cabeça no meu peito. Observei aquela face de anjo, com os olhos fechados, lágrimas a caírem silenciosamente, lábios vermelhos de tanto serem mordidos, a pele branca iluminada apenas pelo luar que passava pela janela. Bela. Depois encostando a minha cabeça sobre a dela, embalei-nos até cairmos no sono.


Acordamos todos quando o autocarro parou. Tínhamos chegado.

Caminhámos em diversos estados de cansaço, abraçados como bêbedos, até à pensão mais próxima. Assim que alcançamos o quarto deixamo-nos cair para cima das camas e apagamo-nos durante algumas horas.


Quando voltei a acordar, era o inicio da tarde. Ouvi o duche da casa-de-banho adjacente. Como o Yada era o único que ainda dormia – ressonava – peguei na roupa que iria vestir durante o dia e esperei pela Doremi. Após um momento ouvi o duche ser desligado e uns minutos depois Doremi saía do aposento.

Tinha vestidas umas calças jeans escuras e uma camisola de manga curta beringela. O cabelo ainda estava molhado e ainda estava pálida como uma folha de papel. Também ainda parecia que poderia derruba-la com um sopro.

Levantei-me deixando a mão cair-lhe sobre o ombro, apertando-o levemente antes de pegar na toalha e ir para o duche.

Ainda não era a altura de conversar. Talvez depois…

POV Doremi Harukase

Olhei em volta ao ouvir a porta da casa-de-banho fechar-se atrás de mim. Não sabia o que havia de fazer.

Sentei-me na cama que tinha reclamado como minha, deixando a cabeça cair sobre as minhas mãos. Deixei-me estar quieta com o ressonar do Masaru e o som do duche de Tetsuya como melodia de fundo. Eles eram verdadeiramente bestiais. Largarem tudo assim…

Mark…

Eu não podia estar aqui! Eu não merecia! Eu… eu não podia fazer isto… Eu não podia vir aqui…

Hanna… Bibi… Elas não deveriam ter visto aquilo…

A Rainha. Aquela… Mulher!

Mark… Eu…

- Anda pequena.

Olhei para cima confusa vendo o Tetsuya observar-me com os olhos calmos.

- Tens de te acabar de vestir antes de pudermos ir comer qualquer coisa.

Assenti confusa ao vê-lo entregar-me as minhas botas. Calcei-as sem um segundo pensamento sobre os grunhidos de um Masaru acabado de ser acordado.

Mecanicamente apliquei a maquilhagem de tons leves e escovei o cabelo, prendendo, sobre o cantar desafinado do Masaru no duche e o assobio mais melodioso do Tetsuya. Apliquei o perfume e pus um anel sem dispensar um pensamento.

Sentei-me novamente na cama sem saber o que haveria de fazer. Demasiado irreal.

- Veste. – ouvi a voz o Tetsuya ordenar ao estender-me o meu casaco de cabedal.

Vesti-o.

Quando o Masaru saiu da casa-de-banho ouvi a discussão normal entre os rapazes, antes de o Tetsuya me pegar nos braços e guiar-me para a porta.

Ouvi a voz do Masaru a reclamar sobre o tempo e a água e tudo mais que se lembra-se. Ouvi o Tetsuya rir-se e reclamar com as reclamações. Senti a sua mão segurar-me o braço e senti o ombro de Masaru encostado ao meu enquanto andávamos.

Ouvia. Mas não conseguia escutar. Sentia. Mas não conseguia reagir. Estava lá. Mas não sabia onde estava.

O Masaru fez-me sentar a uma mesa e os rapazes pediram um almoço tardio. Contavam piadas. Riam-se. O Masaru meteu-se com a empregada. O Tetsuya conversou com a dona da pensão que, nos entregou a comida. Eles fizeram-me comer.

Pararam na recepção para pedir um mapa e direcções. O Tetsuya sentou-se comigo no banco conversando sobre as aulas, olhando-me atentamente.

Fora da pousada caminhámos. Sabia, algures na minha mente, que estava rodeada por uma magnífica paisagem.

Chegamos a um portão de ferro forjado. Parámos. Os rapazes viraram-se para mim.

- Nós vamos ficar aqui. – disse o Masaru.

- Vai dizer adeus, pequena.

Com o pequeno empurrão do Tetsuya comecei a caminhar, avançando pelo cemitério.

Passei por pedras tumulares e estátuas de anjos, em mármore e em granito. Por fim perto de um carvalho centenário encontrei a pedra que procurava. Na pedra branca lia-se:

«Aqui descansa Mark Thopson, amado filho.

Que descanses entre os anjos com a paz e o tempo que não lhe foram dados em vida.
»

O chão da campa estava verdejante, apesar de estarmos ainda a sair do inverno, flores vermelhas e amarelas cobriam o verde. Uma flor em especial chamou-me a atenção.

- Gloriosa lilies…

Com um aceno da sua mão fez surgir um pequeno ramo das mesmas flores presas com uma fita preta e cor-de-rosa. Com cuidado ajoelhou-se no chão sentando-se de pernas cruzadas em frente á campa.

- Olá Mark…
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Mar 20, 2011 12:55 am

Ooh*-*
Está lindo !
Queria tanto que postasses o próximo já amanhã.
Eu nem sei o que dizer !
ADOREI O CAPÍTULO !
É bom saber que a Dó pode contar com estes dois =)
A velha a seduzir o Masaru xD xD (ri-me tanto ! xD)
Tetsuya super apaixonado*-*
BEIJINHO PAH !
Estou mortinha pelo seguinte Very Happy

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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Mar 20, 2011 12:54 pm

Olá!
OMG, como não vi o capitulo anterior? o.O
De qualquer forma, adorei ambos. Estão lindos mesmo.
A Nicole continua neutra (ainda bem, espero que fique assim durante um bom tempo :3 ou então que fique no lado da Dó Very Happy)
Quando na fic disseste que a Doremi ia falar com o Mark, pensei que ele o ia convocar do mundo dos mortos ou coisa parecida Razz
E no autocarro, a velha deu muita graça xD
Volto a dizer, adorei ambos os capítulos, e estou como a I_Moreira, posta o outro o mais rápido possível *-*
Bye~
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Dom Mar 20, 2011 8:08 pm

olá adorei todos os capitulos queen king lol!
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sab Abr 02, 2011 5:44 pm

Só comecei a ler hoje e gostei muito estou ansiosa pelo proximo capitulo. Smile
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   Sab Abr 02, 2011 10:44 pm

OI!!!! Desculpem a demora!!!!!!!!!!!
Eu sei que as aulas são uma desculpa BLAH, mas é com uma desculpa BLAH que vos deixo....
Reparei que temos mais leitores!!!!!! IUPY!!!!!!!!!!
E, sim eu sei que este capitulo é minúsculo mas eu digo algo mesmo IMPORTANTE nele:DDDDD
E a partir de agora, estão oficialmente ao mesmo nivel que a minha conta do fanfiction está!!!!! happy2

Respondendo a reviews:

I_Moreira escreveu:
Ooh*-*
Está lindo !
Queria tanto que postasses o próximo já amanhã.
Eu nem sei o que dizer !
ADOREI O CAPÍTULO !
É bom saber que a Dó pode contar com estes dois =)
A velha a seduzir o Masaru xD xD (ri-me tanto ! xD)
Tetsuya super apaixonado*-*
BEIJINHO PAH !
Estou mortinha pelo seguinte

O beijinho ainda é capaz de demorar (e imagina isto cantado.... muito mais irritante Very Happy).

mafafaaa escreveu:
Olá!
OMG, como não vi o capitulo anterior? o.O
De qualquer forma, adorei ambos. Estão lindos mesmo.
A Nicole continua neutra (ainda bem, espero que fique assim durante um bom tempo :3 ou então que fique no lado da Dó )
Quando na fic disseste que a Doremi ia falar com o Mark, pensei que ele o ia convocar do mundo dos mortos ou coisa parecida
E no autocarro, a velha deu muita graça xD
Volto a dizer, adorei ambos os capítulos, e estou como a I_Moreira, posta o outro o mais rápido possível *-*
Bye~

Eu disse que a Nicole ia ser neutra... não disse???
Mundo dos mortos??? OMG!!! Medo agora!!!
Amei a velha... inspirada a cena num colega meu a quem isso aconteceu...

Bibi escreveu:
olá adorei todos os capitulos

Oi e bem-vinda à fic!!! Ainda bem que gostas-te!!!!!

Leo escreveu:
Só comecei a ler hoje e gostei muito estou ansiosa pelo proximo capitulo.

Bem-vinda!!! Não é preciso ficar ansiosa!! O outro já está aqui!!!

Fim das respostas às reviews!!! Inicio do capitulo (EU sei... cantem o ALELUIA!!!)!


28º CAPITULO - TU AMAS-NOS!

O barulho das conversas entusiasmadas enchia o recreio. A escola começava a encher. Bibi Harukase avançava silenciosamente por entre os colegas. Momoko e Hanna caminhavam um pouco atrás delas. Todas pensavam na mesma coisa: Doremi.

Ela tinha desaparecido desde da última vez que a tinham visto, no conselho. Já se haviam passado quatro dias. Hoje era terça.

Bibi entrou no hall da escola começando a subir as escadas para as salas do 12º ano, sem um segundo pensamento. Momoko e Hanna mais uma vez a seguiram.

- Bibi… - começou Momoko sem saber ao certo o que disser – Sabes que…

A ruivinha abriu a porta do 12º A parando de repente.

- Dó… - sussurrou.

Ao ouvirem o sussurro, Hanna e Momoko apressaram-se parando ao pé dela. De facto ali estava ela. Com a cabeça inclinada de modo a fazer a luz desmaiada do inicio da manhã cair sobre o cabelo, enquanto conversava aos sussurros com Kotake.

Bibi entrou na sala dirigindo-se à rapariga.

POV Bibi Harukase

Era ela! Ali sentada… Ali sentada, com os olhos mais triste que a vi ter.

- Doremi.

Ela ergueu a cabeça espantada.

- Olá Bibi – disse numa voz suave.

- Oi ruivinha. – disse Kotake sorrindo. Acenei em resposta.

- Dó… Onde estiveste?

Ela abanou a cabeça.

- Agora não Bibi. – eu estava prestes a abrir a boca para resmungar quando ela completou – Prometo que falamos em casa.

Acenei sabendo que ela falava a sério. Mas… ela parecia tão… Partida!

- Doremi. – cumprimentou a Momoko sorrindo levemente.

- Mamã! – exclamou Hanna sorrindo loucamente atirando-se para os braços da Doremi.

A Momoko desatou a rir-se, enquanto alguns dos colegas na sala olhavam na nossa direcção curiosos.

- Sabem – disse Kotake com uma careta – o facto de saber exactamente o tipo de relação que elas têm não tira a estranheza disto!

Ri-me.

- Depois habituas-te. – disse.

Ele sorriu começando a rir ao ouvir os guinchinhos da Hanna. Momoko ria da cena toda.

ESPERA! Ele sabe da relação? Ele sabe de nós? Então… ELE SABE DA MAGIA!

- Cabeça-de-fogo! – gritou uma voz à porta – Kotake, meu! Não podiam ter esperando esta manhã?

Virei-me confusa, ao ver Yada avançar por entre as carteiras com um envelope branco nas mãos. Ele ergueu os olhos vendo-nos.

- Ah! Mini cabeça-de-fogo! Loirinha 1 e 2!

Acenei em cumprimento enquanto ele pegava na cadeira mais próxima e sentava-se perto de nós.

- Aqui tens as fotos cabeça-de-fogo. Mas! Nada de as queimar!

Momoko e Hanna riram-se perante o ar de "Quem eu?" que a Doremi fazia. Entretanto eu só conseguia pensar que ele também sabia. Ele tinha dito fogo! ELE SABIA!

- Vocês sabem?

Os três amigos viraram-se espantados perante o meu grito. Hanna que entretanto tinha pegado no envelope, e Momoko que se sentava na secretária de Kotake, também olharam para mim espantadas.

- Sabem? – perguntou Yada confuso enquanto tentava que Hanna não espalhasse as fotos todas pelo meio do chão.

- De nós! – guinchei – Da… - sussurrei – da magia…

Os dois rapazes sorriram loucamente acenando.

- Claro que sabemos!

- Mas… mas… Não podem!

- Porquê?

- Por causa do tabu! – respondi chocada com o à vontade que Hanna e Momoko tinham com aquilo.

- Bibi – começou Doremi revirando os olhos – O tabu já não se aplica a nós. Nós já não somos bruxas.

- Mas…

Parei… Ela tem razão! Nós já não somos de facto bruxas!

- Ah… pois… então nesse caso… Olá! – exclamei na direcção dos dois rapazes que desataram ao risos, com a Hanna, enquanto Doremi revirava os olhos abanando a cabeça e Momoko sorria indulgente.

- Porque a mim? – resmungou Doremi enquanto Hanna gesticulava energeticamente fazendo chover por cima das fotos pétalas de flores, guinchando quando encontrava uma foto que gostava – fazendo chover mais pétalas – e, a Momoko tentava esconder a todo o custo dos outros colegas, o que a loirinha fazia, ao mesmo tempo que tentava fuzilar com o olhar o Kotake que ria que nem um perdido.

- Deixa-te de tretas Harukase – respondeu Yada – TU AMAS-NOS!

Ela apenas revirou os olhos cruzando os braços mas, um sorriso mínimo podia ser visto nos seus lábios.

Ele tinha razão. Ela amava-nos.
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MensagemAssunto: Re: Fanfic Ojamajo Doremi - Olhos que não vêem.   

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